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ACERVO · Filme · 1993

A Liberdade é Azul

Trois couleurs : Bleu

Após um trágico acidente em que morrem o marido e a filha de uma famosa modelo (Juliette Binoche), ela decide por renunciar à sua própria vida. Após uma tentativa fracassada de suicício, ela volta a se interessar pela vida ao se envolver com uma obra inacabada de seu marido, que era um músico de fama internacional.

Fonte: TMDB
* 7.6 (1,906)DramaFrança · Polônia
Trilha sonora
YouTubeGoogle
Diretores
Krzysztof Kieślowski
Paises
França · Polônia · Suíça
Estudios
mk2 Films · CED Productions · France 3 Cinéma · CAB Productions · Studio Filmowe Tor
Duração
98 min
Classificação etária
16 anos
Lancamento
08/09/1993
Pontuacao
7.6 / 10 (1,906)

Premiações e indicações

  • Recebeu o Leão de Ouro (melhor filme), a Copa Volpi (Juliette Binoche, melhor atriz) e o Osella Dourada (Slawomir Idziak, melhor fotografia)
Onde assistir
Streaming
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Aluguel
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Compra
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Elenco
Juliette Binoche
Juliette Binoche
Julie
Benoît Régent
Benoît Régent
Olivier
Florence Pernel
Florence Pernel
Sandrine
Charlotte Véry
Charlotte Véry
Lucille
Hélène Vincent
Hélène Vincent
Journalist
Philippe Volter
Philippe Volter
Real Estate Agent
Claude Duneton
Claude Duneton
Doctor
Hugues Quester
Hugues Quester
Patrice (Julie's Husband)
Emmanuelle Riva
Emmanuelle Riva
Mother
Florence Vignon
Florence Vignon
The Copyist
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 7.0 / 10
**Dor, tragédia, luto, angústia mental e psicológica, um percurso catártico rumo à liberdade, num filme que não é para todos os públicos.** Eu precisei de três tentativas para conseguir ver este filme na totalidade. Sendo eu alguém que está neste momento a passar por um processo de luto muito difícil, foi-me particularmente duro ver o filme. Tudo começa com um grave acidente de carro onde a personagem principal, July, perde o marido e a filha. Ela, tal como eu mesmo, sente uma necessidade de fuga, de se isolar dos outros, e ela quase anula a si mesma por não suportar a dor e a ausência da família perdida. Sendo o filme uma espécie de metáfora em redor do conceito de liberdade, até que ponto é libertador ter estas atitudes? Eu sinceramente não sei. Por mais que fujamos, as nossas dores não deixam de nos confrontar, não deixamos nunca de ser quem somos. Em meio a tudo isto, o filme lança ainda considerações sobre as esperanças e caminhos do projecto da União Europeia por via da atribulada conclusão de uma sinfonia, encomendada pela União e deixada incompleta aquando da morte do marido de July, que era o seu compositor. Não conhecia o director Krzysztof Kieslowski, e acredito que pouca gente conhecerá. É um dos directores que nunca sai do circuito dos festivais dada a sua enorme erudição. Não acredito, de facto, que ele tenha feito filmes de cariz mais comercial. Este filme não agradará a todos, sendo até relativamente indigesto e incómodo, frio e depressivo como a própria cor que lhe dá nome. A cinematografia é muito talentosa, está carregada de recursos artísticos, enquadramentos de grande valor visual e beleza, cores frias onde o azul predomina e é omnipresente em quase toda a obra. Não podemos deixar de salientar a excelente actuação interpretativa que nos é dada aqui por Juliette Binoche, num dos trabalhos cinematográficos mais intensos, pungentes e fortes da sua carreira como actriz. Bénoit Regent e Charlotte Véry também não fizeram um trabalho mau, e dão, cada um por si e à sua maneira, um apoio muito importante ao trabalho de Binoche, mas é a actriz principal que, pelo seu enorme mérito, sustenta o filme e nos toca verdadeiramente. Não queria deixar de escrever algumas linhas acerca da banda sonora deste filme: o filme não é particularmente sonoro, na medida em que a inserção da música é bastante pontual, pensada e meticulosamente articulada com o que estamos a ver. E ao invés de usar várias melodias, ou de encomendar um vasto conjunto de peças incidentais, o filme aproveita apenas uma música, que se chama “Song for the Unification of Europe” e foi composta por Zbigniew Preisner. Feito no período após o Tratado de Maastricht, o filme é bastante europeísta, o que não deixa de ser irónico, dado o eurocepticismo reinante nos dias actuais, passados trinta anos.
TMDB
Palavras-chave
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