Tekken: Bloodline não é uma série ruim, só é apenas limitada. Em comparação a certos animes de luta, a animação até que não é das piores tirando a dos personagens não tão relevantes para a história; nos últimos episódios fica evidente o uso de cenas repetidas, que poderia ser resolvido facilmente tirando elas, as cenas nem diálogo tem, a série já é de baixo orçamento, para que gastar em coisas sem um valor atribuído.
Não sou muito fã de animes totalmente feitos em 3D, isso se deve a preguiça nos detalhes, nem todas são assim, no entanto a Larx Entertainment vem decepcionando deis de Kengan Ashura, com suas lutas sem nenhuma dinâmica, ou perspectiva própria. Tekken: Bloodline não tem esse problema, entretanto os machucados exagerados não ajudam, parece que os golpes são compartilhados pelo corpo inteiro do lutador, ignorando isso e o abuso do efeito de preto e branco para atribuir força aos golpes, distraindo e até te fazendo mal caso seja fotossensível, até que é divertido de assistir por um tempo.
É interessante pensar que o personagem mais bem caracterizado, o Leroy Smith, nem deveria estar nessa obra, Tekken: Bloodline tem seus eventos baseados em Tekken 3, enquanto Leroy só foi de fato aparecer em Tekken 7. Talvez por falta de dinheiro tiveram várias lutas cortadas, e personagens sendo apresentados abruptamente, o próprio Paul Phoenix teve sua boca animada quando o dinheiro tava nas últimas, pensando assim foi até bom o Kuma não ter aparecido.
Suponho que essa série não entregou o melhor marketing possível para ela, se a intenção era divulgar o jogo, não sei se funcionou muito bem, 6 episódios são suficientes para algo simples, Tekken tem muita história, só faltou recurso para contar tudo direito. Entretanto para os fã da franquia acho que funciona, é algo rápido e divertido, a dublagem japonesa é complementar ao jogo, que faz tudo ficar melhor ambientado, então mesmo que não seja perfeito, continua sendo uma melhor opção que ir ver Tekken de 2010.