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ACERVO · Serie · 2005

João Semana

* 5.5 (2)ComédiaFamília
Trilha sonora
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Diretores
João Cayatte
Criadores
Francisco Moita Flores
Lancamento
14/01/2005
Pontuacao
5.5 / 10 (2)
Onde assistir
Carregando provedores…
Temporadas e episódios
Temporada 1
13 episódios · 2005
Episódio 1. Episódio 1
2005-01-14 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 2. Episódio 2
2005-01-21 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 3. Episódio 3
2005-01-28 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 4. Episódio 4
2005-02-04 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 5. Episódio 5
2005-02-11 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 6. Episódio 6
2005-02-18 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 7. Episódio 7
2005-02-25 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 8. Episódio 8
2005-03-04 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 9. Episódio 9
2005-03-11 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 10. Episódio 10
2005-03-18 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 11. Episódio 11
2005-03-25 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 12. Episódio 12
2005-04-01 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 13. Episódio 13
2005-04-08 · 45 min

Sem sinopse

Elenco por temporada
Nicolau Breyner
Nicolau Breyner
João Semana
João D'Ávila
João D'Ávila
Senhor Reitor
Filipe Duarte
Filipe Duarte
Zé do Telhado
Paula Lobo Antunes
Paula Lobo Antunes
Clara
?
Margarida Miranda
Margarida
José Eduardo
José Eduardo
Regedor
João Maria Pinto
João Maria Pinto
João da Esquina
Rui Mendes
Rui Mendes
Henrique Nogueira
André Nunes
André Nunes
Daniel
João Lagarto
João Lagarto
José das Dornas
Ana Bustorff
Ana Bustorff
Amélia
Filomena Gonçalves
Filomena Gonçalves
Maluca
Gonçalo Diniz
Gonçalo Diniz
Pedro
Patrícia André
Patrícia André
Rita
Teresa Madruga
Teresa Madruga
Engrácia
Carla Chambel
Carla Chambel
Francisquinha
Canto e Castro
Canto e Castro
Mestre
Nuno Nunes
Nuno Nunes
Francisco
Carmen Santos
Carmen Santos
Teresa
António Melo
António Melo
Joaquim do Telhado
Cristina Cavalinhos
Cristina Cavalinhos
Joana
Fernando Lupach
Fernando Lupach
Avarento
António Évora
António Évora
José Estêvão
Carlos Santos
Carlos Santos
Rodrigo Magalhães
Cremilda Gil
Cremilda Gil
Joaquina
Sérgio Gomes
Sérgio Gomes
Zé Pequeno
?
Inês D'Almeida
Irene
?
José Moreira
Adriano Carvalho
Lucinda Loureiro
Lucinda Loureiro
Inácia
Vítor Rocha
Vítor Rocha
Carcereiro
Orlando Costa
Orlando Costa
Barbeiro
José Topa
José Topa
Taberneiro
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 2.0 / 10
**Misturando personagens de dois romances distintos e ideias imaginativas da sua cabeça, Moita Flores criou um retracto de um Portugal que só existiu na sua cabeça.** Da autoria de Francisco Moita Flores, esta série é uma mistura, algo confusa, de personagens e elementos de duas histórias muito diferentes: por um lado, a acção e as personagens principais são extraídas de “As Pupilas do Senhor Reitor”, de Júlio Dinis. Este é um dos livros mais clássicos do romantismo português, com fortes apelos ao bucolismo aldeão nortenho que o escritor, de resto, conheceu muito bem. Todavia, a série vai buscar personagens e elementos a “Memórias do Cárcere”, de Camilo Castelo Branco, muito especialmente no que diz respeito ao bandoleiro Zé do Telhado, que o escritor conheceu na prisão. Filmada em São João da Pesqueira, Penedono e Foz Coa, tem bons cenários e figurinos, o que não a faz rigorosa do ponto de vista histórico. As anacronias são muitas e estão á vista, na mentalidade e nos modos das personagens. A ideia da série é pintar uma espécie de retracto global do Portugal nos meados do século XIX, nos tempos que vão do final de 1850 a 1870. É um exercício sedutor, porém redutor: Portugal nunca foi um país uniforme, e a série ignora as assimetrias e hábitos diferentes entre regiões. O que temos aqui é, em boa medida, fantasia. Longe de ser história, é um tipo de estória que, ao misturar dois romances de dois autores, não faz justiça a nenhum dos dois. Moita Flores recriou as personagens e por vezes deu-lhes ideias e maneirismos pouco naturais, que alguém daquela época teria obviamente estranhado. Júlio Dinis imaginou João Semana como o vulgar médico de aldeia, generoso, prestativo e disponível. Alguém socialmente relevante, mas que presta serviço aos outros e que era forçosamente rico de família, pois o estudo universitário, nestes tempos, era apanágio de quem o podia pagar. Moita Flores deu à sua personagem duas características que me parecem forçadas ou até anacrónicas: as crenças republicanas e a bizarra competição com o Barbeiro. De facto, em 1860 ou 1865, Portugal nem sonhava em mandar os reis embora! Longe de ser uma inevitabilidade ou um sinal de progresso, a República não era uma questão até 1890. E até mesmo em 1910, a maior parte da população simplesmente aceitou a mudança de regime que foi imposta pela força. As classes letradas, a que pertenceria João Semana, não defenderam tal mudança até, pelo menos, 1880. Portanto, João Semana nesta série é um alienígena de ideias estranhas, precoces até na cidade e ainda mais estranhas num meio rural, onde ainda se podia sentir o aroma bafiento do legitimismo absolutista defendido décadas antes, na Guerra Civil de 1832-34. O barbeiro, com quem João Semana compete, é imaginado por Moita Flores e recorre a sangrias, unguentos e conhecimentos seculares para curar doenças, sendo alvo da chacota arrogante do médico. Isto é pretensioso: ainda hoje, em pleno século XXI, há pessoas que usam dessas poções, mezinhas e curas caseiras, uma “medicina alternativa” que persiste e se perpetuou muito entre mulheres. E nunca ouvi um médico moderno a criticar estas práticas, mesmo que não as recomende. A série conta com vários bons actores: é um dos trabalhos de televisão mais recordados da longa carreira de Nicolau Breyner, mas também conta com a participação de Filipe Duarte, João Maria Pinto, Rui Mendes, João Lagarto, Casto e Castro, Ana Bustorff e Cristina Cavalinhos. São actores que dispensam apresentações, que têm longas carreiras no teatro, cinema e televisão, e que a maioria dos portugueses conhece. A série faz um bom uso dos locais de filmagem e recria bem os cenários e figurinos. Muito menos acertada, todavia, foi a escolha e a composição da música do genérico, cantada por Vitorino: além de voltar a insistir no republicanismo (muito querido ao cantor, mas estranho e inadequadamente inserido na série, pelas razões expostas), é um tipo de canção e de voz que nos remete, mentalmente, para o Sul de Portugal, sendo que a série se passa e ambienta no Norte. Teria sido preferível a melodia instrumental, sem canto nem voz.
TMDB
Palavras-chave
portugalmedicinerepublicanismreligion19th centuryrural
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