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ACERVO · Serie · 2004

A Ferreirinha

Criada e escrita por Francisco Moita Flores, esta mini-série faz um retracto levemente ficcional da vida de Dona Antónia Adelaide Ferreira, uma empresária, comerciante e benemérita, cuja actividade comercial e filantrópica marcou permanentemente o Vale do Douro.

Fonte: TMDB
* 6.7 (3)DramaFamíliaPortugal
Trilha sonora
Google
Diretores
Jorge Paixão da Costa
Criadores
Francisco Moita Flores
Paises
Portugal
Estudios
RTP1
Duração
45 min/ep
Lancamento
24/09/2004
Pontuacao
6.7 / 10 (3)
Onde assistir
Carregando provedores…
Temporadas e episódios
Temporada 1
13 episódios · 2004
Episódio 1. Episódio 1
2004-09-24 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 2. Episódio 2
2004-10-01 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 3. Episódio 3
2004-10-08 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 4. Episódio 4
2004-10-15 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 5. Episódio 5
2004-10-22 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 6. Episódio 6
2004-10-29 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 7. Episódio 7
2004-11-05 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 8. Episódio 8
2004-11-12 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 9. Episódio 9
2004-11-19 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 10. Episódio 10
2004-11-26 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 11. Episódio 11
2004-12-03 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 12. Episódio 12
2004-12-10 · 45 min

Sem sinopse

Episódio 13. Episódio 13
2004-12-17 · 45 min

Sem sinopse

Elenco por temporada
Filomena Gonçalves
Filomena Gonçalves
Antónia Ferreirinha
António Capelo
António Capelo
Silva Torres
Filipe Duarte
Filipe Duarte
António Bernardo
Isabel Abreu
Isabel Abreu
Antónia Plácido
Catarina Furtado
Catarina Furtado
Ana Plácido
João Reis
João Reis
Camilo Castelo Branco
Nicolau Breyner
Nicolau Breyner
Forrester
Adriano Carvalho
Adriano Carvalho
Vieira Castro
João Lagarto
João Lagarto
Zé do Telhado
Afonso Pimentel
Afonso Pimentel
João Carlos Saldanha
?
Francis Seleck
Kopke
João Didelet
João Didelet
Secretário do Duque
Igor Sampaio
Igor Sampaio
Joana Figueira
Joana Figueira
Rosário
Sofia Duarte Silva
Sofia Duarte Silva
Maria da Assunção
Francisco Pestana
Francisco Pestana
Engenheiro
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 4.0 / 10
**Um panegírico à Senhora do Douro, com opções de roteiro e de casting bastante questionáveis.** Apesar de ter feito grande sucesso, com esta e outras séries que criou para a televisão, confesso que não sou um apreciador da escrita de Francisco Moita Flores. Antigo polícia e detective, que foi também presidente da Câmara Municipal de Santarém, fez-se escritor e argumentista, mas seguramente continua a não ser um historiador e a ter conhecimentos limitados no que toca à História. Só assim se compreendem os erros de anacronia das personagem que cria, e a forma como ele mistura, de modo aparentemente arbitrário, personagens e trechos de romances de variados autores. Neste caso concreto, Moita Flores resolveu dar-nos uma visão, ficcionada e romantizada, da vida de Antónia Adelaide Ferreira. Ela era de uma família rica e casou-se cedo, com António Bernardo Ferreira, seu primo, um boémio que lhe fez o favor de morrer cedo, em 1844. A viuvez permitiu a Antónia pôr-se pessoalmente à frente dos negócios: o pai e o marido eram já donos de muitas propriedades vinícolas no Douro, e Antónia aumentou muito a lista das propriedades vinícolas que possuía, construindo um império que a transformou numa das mais importantes produtoras de vinhos do Douro, e na mulher mais rica do reino. Porém, nunca ignorou as dificuldades dos que trabalhavam para ela: era frequente vê-la acudir às suas misérias e até mesmo subsidiar os estudos de muitos dos seus filhos, que se formaram médicos e advogados às custas dela, quando para isso mostravam inclinação. Tal generosidade deu-lhe a fama de protectora dos pobres, e a eterna gratidão dos durienses. Por volta de 1860, Antónia casou em segundas núpcias com José da Silva Torres, um colaborador que para ela trabalhava, o que não impediu que circulassem histórias sobre outros namoricos e relacionamentos, inclusivamente com o Barão de Forrester, inglês que morreu nas águas do rio Douro, num acidente de barco em que a própria Antónia quase morreu também. Ao longo da sua vida, e sempre sem se envolver directamente em política, lutou pelos interesses do Douro, os quais lhe convinham e ao seu negócio, e não se coibiu de afrontar os poderosos e granjear inimigos. Prova disso é a forma como, em 1854, se opôs ao casamento que o Duque de Saldanha, um dos mais maquiavélicos políticos da época, quis arranjar entre o seu primogénito e a filha de Antónia Ferreira, então com 11 anos. O pretendente chegou até a tentar raptar a criança, numa incursão nocturna em que o filho primogénito de Dona Antónia, com aspirações à vida política, também terá estado envolvido. De resto, a relação dela com os filhos nunca será fácil. A série envolve também duas outras figuras da vida portuense: Camilo Castelo Branco e a sua amante, Ana Plácido. É uma daquelas decisões que Moita Flores deveria explicar melhor, porque não há razão alguma para isso, tirando o facto de Ana Plácido ser cunhada do filho de Antónia Ferreira. Ana Plácido foi obrigada a casar, ainda jovem, com um homem muito mais velho, um burguês com fortuna feita no Brasil. Camilo Castelo Branco era um escritor boémio e pobre, com fortes simpatias miguelistas. Em 1860, após algum tempo de namoro adulterino, Camilo e Ana resolvem fugir, mas são presos por adultério. Foram inocentados em tribunal, talvez graças à influência da família Ferreira. Em 1863, o marido legítimo de Ana morre, o que permitiu ao casal ir para uma propriedade que ele deixa ao único filho deles, em Famalicão. Camilo deu-lhe depois outros filhos e escreveu para sobreviver até que a cegueira o impediu e a depressão o levou ao suicídio em 1890. Todavia, o escândalo afastou-os do convívio com a sociedade burguesa, e não sei até que ponto a família Ferreira realmente manteve relações com o casal. A série não é má, e faz um bom retracto da sociedade burguesa do Porto do Romantismo. Não é, todavia, livre de imprecisões, e algumas opções de Moita Flores são questionáveis. Também não é uma série neutra, optando por glorificar e embelezar o retracto de Antónia Ferreira. Tem uma boa cinematografia e uma boa selecção de locais de filmagem, mas a escolha das melodias e banda sonora acentuam a sensação de que a série funciona como um panegírico à empresária. Moita Flores deu o papel protagonista à própria esposa, Filomena Gonçalves, que nos dá aqui o seu trabalho de televisão mais notável e bem conseguido. António Capelo, Filipe Duarte, João Reis e Sofia Silva também fazem um bom trabalho. Catarina Furtado e Nicolau Breyner são dois erros de casting, não se assemelhando em nada com as figuras históricas a que deram vida (Ana Plácido e Forrester, respectivamente), o que foi um erro brutal, considerando que conhecemos bem como eram os seus rostos e fisionomias.
TMDB
Palavras-chave
portugalbusinesswomandouro valleyromanticism
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