**Entretenimento esquecível.**
O cinema americano gosta de destruir coisas. Quanto maiores, melhor. Neste caso, o que vai ser destruído é a cidade de Los Angeles, pela mão de um enorme vulcão que nasce mesmo no meio da cidade.
Este é um filme de desastres tradicional, fiel ao seu género, no qual o herói improvisado salva o dia com o mais absoluto heroísmo, numa situação de desespero. As únicas personagens que aqui merecem esse nome são, por incrível que pareça, o Vulcão e a Cidade. Isto ocorre porque nenhuma personagem humana é desenvolvida, nem sequer o herói. Eles são rostos, pessoas que fazem coisas. Às vezes estão lá apenas para gritar, ter medo, morrer, mostrar covardia ou criar situações em que o herói brilhe.
Por causa disso, o trabalho dos actores é simplesmente decente, incluindo Tommy Lee Jones. Seria impossível a qualquer actor brilhar numa personagem tão vazia. A melhor coisa deste filme são as suas cenas de acção, cheias de efeitos especiais, alguns tão forçados que nós acabamos a pensar que o homem devia estar no dia mais sortudo da sua vida para sobreviver daquela maneira.
Mas quem está à espera de um espectáculo de CGI vai ficar desapontado: abundante, nem sempre é bom e parece um pouco datado aos olhos do público actual. É um filme de 1997... tudo tem o seu tempo e, claro, com os avanços tecnológicos, os nossos olhos não verão este filme da mesma maneira que há vinte anos. Mesmo assim, existem algumas cenas e sequências em que o filme é poderoso e emana uma tensão agradável. Nem tudo é mau, previsível ou cliché.