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ACERVO · Filme · 1952

Ikiru - Viver

生きる

Kanji Watanabe é um burocrata de longa data que não liga para nada que não lhe interesse. Quando descobre que está com cancro, decide construir um parque infantil no seu bairro, tentando descobrir um sentido para sua vida. Desengavetou o projeto de anos atrás e enfrenta diversos problemas para conseguir construir o parque infantil, começa por envolver-se com os habitantes locais, inclusive brigando com a sua família e superiores, por terem considerado que ele enlouqueceu com a notícia.

Fonte: TMDB
* 8.3 (1,358)DramaJapão
Trilha sonora
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Diretores
Akira Kurosawa
Paises
Japão
Estudios
TOHO
Duração
143 min
Classificação etária
NR
ViolênciaSexoLinguagem ImprópriaDrogas
Lancamento
09/10/1952
Pontuacao
8.3 / 10 (1,358)
Onde assistir
Streaming
Belas Artes à La CarteBelas Artes à La Carte
Elenco
志村喬
志村喬
Kanji Watanabe
田中春男
田中春男
Sakai
金子信雄
金子信雄
Mitsuo, son of Kanji
左卜全
左卜全
Ohara
小田切みき
小田切みき
Toyo
日守新一
日守新一
Kimura
千秋実
千秋実
Noguchi
山田巳之助
山田巳之助
Subordinate Clerk Saito
藤原釜足
藤原釜足
Sub-Section Chief Ono
小堀誠
小堀誠
Kiichi Watanabe, Kanji's Brother
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 9.0 / 10
**Finalmente, um filme de Akira Kurosawa que realmente me agradou.** Já vi alguns filmes do director Kurosawa e, apesar de concordar que é um bom cineasta, nunca me senti verdadeiramente encantado. “Ran” é um bom filme, mas é basicamente a história do Rei Lear levada para o Japão e contada de maneira estilizada e dolorosamente lenta; “Yojimbo” é um bom filme de acção com muita violência, mas é só isso, não me leva a querer acompanhar mais aquele cineasta ou aquele actor; “Seven Samurai” também é bom e muito bem feito, mas também é muito lento, inchado e previsível; “Rashomon” tem uma história de mistério muito bem pensada, mas é excessivamente complicado. Pois bem… com este filme, Kurosawa finalmente conquistou a minha admiração. Nunca um filme deste director me tinha cativado e tocado desta maneira. O director, que também garante a escrita do argumento, oferece-nos uma história verdadeiramente comovente em torno de um idoso funcionário público que descobre que tem cancro e que vai morrer daí a poucos meses. Longe de ser um filme depressivo sobre a inexorabilidade da morte ou a efemeridade humana, o filme filosofa demoradamente – sim, Kurosawa adora fazer dos seus filmes uma maratona de várias horas, e este filme até é razoavelmente curto – sobre o significado da vida, e a marca que deixamos no mundo. Aquele homem idoso apercebe-se, finalmente, que gastou décadas de vida numa sala atafulhada de papéis sem fazer nada e que, por isso, a sua existência foi uma perda de tempo. Assim, ele começa a procurar dar outro significado aos derradeiros meses. O filme está cheio de momentos incríveis, como aquele em que os burocratas juram seguir o exemplo do seu velho colega sabendo, como nós também sabemos, que tais palavras são vãos balbucios de bêbados cheios de vergonha de si próprios, ou ainda a tensão entre pai e filho quando a herança paterna fica ameaçada pelo comportamento imprevisível daquele homem. Quem conhece minimamente o Japão sabe que, em geral, os japoneses são perfeccionistas e meticulosos, estão habituados a dedicar-se a 110% naquilo que fazem, e são educados numa sociedade que cultua a humildade extrema, quase servil, e o respeito pelas hierarquias e pelos mecanismos “institucionais”. Ao contrário de nós, latinos, eles nunca procuram atalhos para contornar burocracias ou passar por cima de certos estorvos, como nós fazemos. Os japoneses, mais até do que cumprir a lei, adoram cumprir regulamentos e fazer tudo conforme o que deve ser. E o director mostra-nos a maneira como isso, de certa forma, criou uma administração pública paralisada por interesses ou desinteresses de pessoas poderosas, atulhada de papéis sem serventia e de funcionários que empurram os arquivos de departamento para departamento ao invés de lhes darem solução. Aqueles funcionários podiam também ser de uma empresa multinacional, ou de quaisquer outros serviços: são pessoas que nada fazem, que desperdiçam as suas vidas e obrigam outros a fazerem o mesmo enquanto esperam a solução das suas petições. São parasitas. No fim, a mensagem do filme é o bom e velho “carpe diem”: a melhor maneira de darmos significado às nossas vidas é procurarmos a nossa felicidade e a dos que nos rodeiam, e não perdermos tempo com coisas que se podem resolver com um pouco de boa vontade e empenho de cada um. As interpretações de Takashi Shimura e de Miki Odagiri são magnéticas, e os dois actores merecem parabéns pelo seu trabalho. O filme tem uma cinematografia muito bem feita, excelentes cenários e bons figurinos. Como eu disse, o filme é um pouco longo demais, é possível fazer uma versão cortada com cerca de uma hora e cinquenta minutos sem perder quase nada de importante. O filme também quase não tem banda sonora e isso, aliado à duração e aos momentos mortos, pode entorpecer o público. Desta vez eu lidei bem com isso, mas Kurosawa tem esse problema.
TMDB
Palavras-chave
dying and deathjapanbureaucracyage differencepraiseofficenight lifesense of lifeplaygroundobsequies
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