**Mediano.**
Este filme é mais um filme de terror leve que nunca quer ser mais do que isso e nunca se esforça para mais. O seu maior mérito advém de fazer um esforço para mexer com os medos de infância do público. É meritório, na medida em que aproveita uma ideia interessante para fazer um filme de terror, mas falha bastante na tentativa de nos assustar.
O roteiro é baseado na existência de algo que, a coberto da escuridão, atormenta crianças no seu quarto à noite. Anos depois, já adulta, Júlia Lund reencontra um amigo de infância que se mata na frente dela, alegadamente para se ver livre das criaturas que o atormentam. Isto é, o filme tem potencial, mas vai-se perdendo à medida que se torna mais complexo. Os monstros do filme são tão óbvios e mal feitos que nunca assustam e, a partir do momento que o público compreende a história, o filme tem pouco mais para dar: o final torna-se óbvio e o filme acaba por se tornar lento, cansativo e desinteressante com o andamento da película.
O elenco é mediano e não faz mais do que o esperado. O destaque vai naturalmente para a bonita Laura Regan, a protagonista, que foi capaz de captar a simpatia do público apesar de às vezes soar exagerada. Wes Craven é vistosamente citado na introdução do filme mas não vejo o que ele possa ter feito para o melhorar além de, simplesmente, ter permitido que pusessem o nome dele ali, a troco de um punhado de dólares. Robert Harmon faz um trabalho mediano na cadeira do director, parecendo satisfeito com um filme que nunca impressiona. A nível mais técnico, o filme é tão morno como em tudo o resto: os sustos são previsíveis e não assustam, o design dos monstros é bom o bastante se tivermos em conta que nunca os vemos bem, os efeitos especiais, visuais e de som são decentes.