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ACERVO · Filme · 2010

A Tempestade

The Tempest

A duquesa de Milão, Próspera, é acusada de bruxaria e afastada do poder pelo seu irmão, António, com a ajuda do Rei de Nápoles, Alonso, que subjuga o ducado. A duquesa é forçada, assim, a partir para o exílio com a sua filha Miranda, sob ameaça de morte. Quis o destino que ambas acabassem numa ilha deserta, onde vive apenas uma criatura brutal, Caliban. Mas, doze anos depois, a sorte de Próspera vai mudar quando o destino traz às costas da sua ilha um navio onde viajam todos aqueles que a prejudicaram.

Fonte: TMDB
* 5.3 (133)ComédiaDramaFantasiaÍndia · Reino Unido
Trilha sonora
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Diretores
Julie Taymor
Paises
Índia · Reino Unido · Estados Unidos
Estudios
Touchstone Pictures · Miramax · Chartoff Productions · Artemis Films · Mumbai Mantra Media · TalkStory Productions
Duração
111 min
Classificação etária
12 anos
Lancamento
11/09/2010
Pontuacao
5.3 / 10 (133)
Onde assistir
Carregando provedores…
Elenco
Helen Mirren
Helen Mirren
Prospera
Felicity Jones
Felicity Jones
Miranda
Reeve Carney
Reeve Carney
Prince Ferdinand
David Strathairn
David Strathairn
King Alonso
Tom Conti
Tom Conti
Gonzalo
Alan Cumming
Alan Cumming
Sebastian
Chris Cooper
Chris Cooper
Antonio
Ben Whishaw
Ben Whishaw
Ariel
Russell Brand
Russell Brand
Trinculo
Alfred Molina
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Stephano
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 2.0 / 10
**Um filme que parecia muito promissor, mas que acaba por desiludir bastante.** Tenho de dizer que nunca li _A Tempestade_ e precisei, antes de ver o filme, de ler um pouco sobre a peça original. Pessoalmente, gosto bastante das obras de William Shakespeare e já li várias das suas peças. E também já me apercebi que os defensores mais acérrimos da obra do consagrado autor são, por vezes, bastante desconfiados com as abordagens cinematográficas. Até certo ponto, eu entendo-os, mas também consigo compreender a necessidade de se fazerem adaptações, cortes ou mudanças. Talvez a mais chocante ou questionável, neste caso, seja a mudança de sexo da personagem central, que seria um homem e aqui foi interpretada muito bem por Helen Mirren. O roteiro segue, no essencial, a história que quase todos conhecerão melhor até que eu, que não li ainda o livro: Próspera, a duquesa de Milão, é expulsa dos seus senhorios pelo rei Alonso de Nápoles e pelo irmão dela, António. Acusada de feitiçaria, ela foge com a filha, Miranda, e consegue chegar a uma ilha habitada por uma criatura, Caliban. Doze anos depois, Miranda é uma jovem belíssima, em idade de casar, e o acaso volta a soprar a favor de Próspera quando os homens que a afastaram do poder embarcam num navio que ela, por artes mágicas, afunda com uma furiosa tempestade, obrigando-os a naufragar na sua ilha. O filme é agradável, mas padece de uma grande falha comum em filmes com material de teatro, particularmente adaptações shakespearianas: soa artificial e excessivamente encenado quando deveria soar de modo mais natural e realista. O cinema quer que os actores não ajam, falem ou se comportem como se estivessem num teatro. Se eu quisesse ver a peça original, eu compraria um bilhete de teatro. Compreendo o esforço da directora Julie Taymor para manter a fidelidade aos diálogos e material de origem, mas a verdade é que ela deveria ter feito as necessárias adaptações, e procurado atingir maior realismo e autenticidade, tanto através dos diálogos e material dado aos actores, como através do seu esforço pessoal, ao dirigir as cenas. Os modos afectados e diálogos complicados não se adequam a uma obra cinematográfica. Com estas notas, é fácil compreender o quanto os esforços do elenco estiveram condicionados ao material recebido. O elenco é bom, tem vários grandes actores, com provas dadas, mas não consegue dar-nos um produto final verdadeiramente bom e correspondente aos seus méritos e talentos. Como já referi, Helen Mirren é a actriz principal, no papel de Próspera. Foi um gesto arriscado, tanto dela quanto da directora Taymor, mas a verdade é que Mirren deixa um bom trabalho e mostrou estar à altura do desafio feito. Outro actor que merece destaque é Djimon Hounsou. No papel de Caliban, o actor mostrou ter uma enorme expressividade física e uma boa modulação vocal. Também Ben Whishaw nos deixa um trabalho interessante e bem feito, ainda que mais contido e fortemente suportado no CGI. O restante elenco, simplesmente, faz o que realmente tem de fazer. Pela negativa, eu destacaria Felicity Jones, pela total ausência de presença e carisma, e também Reeve Carney, açucarado e idealista demais. Tecnicamente, o filme deixa muito a desejar, sendo que em vários aspectos parece ser ainda um projecto incompleto. A cinematografia é bastante má: é incompreensível como é que não se pensou em apostar num visual mais vibrante, colorido e espectacular, onde o CGI ganhasse força adicional e as paisagens havaianas fossem melhor aproveitadas e mais impressionantes! A edição é regular, mas o ritmo do filme ainda é bastante lento e por vezes cansativo. Apesar de alguns figurinos tentarem trazer ao filme um aroma da época renascentista, o facto é que a roupa usada pelos actores não possui qualquer tipo de realismo histórico. Há muita tela verde no filme, mas os efeitos visuais e sonoros são fracos, e o CGI utilizado é amador.
TMDB
Palavras-chave
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