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Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
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ACERVO · Filme · 2007

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

Benjamin Barker é injustamente condenado a uma colónia penal por um juiz corrupto na Austrália, de onde foge após quinze anos de prisão. Determinado a encontrar a mulher e a filha, regressa a Inglaterra como o barbeiro Sweeney Todd, mas descobre que o juiz que o condenou está prestes a se casar com a sua filha. Desesperado, ele mergulha gradualmente na loucura e decide vingar-se. Com a ajuda da Sra. Lovett, que esteve apaixonada por ele durante toda a sua vida, ele corta a garganta dos seus clientes, enquanto ela prepara os corpos nas suas famosas tortas de carne.

Fonte: TMDB
* 7.2 (6,345)DramaTerrorReino Unido · Estados Unidos
Diretores
Tim Burton
Paises
Reino Unido · Estados Unidos
Estudios
DreamWorks Pictures · Warner Bros. Pictures · The Zanuck Company · Dombey Street Productions · Parkes+MacDonald Production
Duração
116 min
Classificação etária
16 anos
Lancamento
21/12/2007
Pontuacao
7.2 / 10 (6,345)

Premiações e indicações

  • Vencedor de 1 Oscar.
Onde assistir
Streaming
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Aluguel
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Compra
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Elenco
Johnny Depp
Johnny Depp
Sweeney Todd
Helena Bonham Carter
Helena Bonham Carter
Mrs. Lovett
Alan Rickman
Alan Rickman
Judge Turpin
Timothy Spall
Timothy Spall
Beadle
Sacha Baron Cohen
Sacha Baron Cohen
Pirelli
Jamie Campbell Bower
Jamie Campbell Bower
Anthony
Laura Michelle Kelly
Laura Michelle Kelly
Lucy / Beggar Woman
Jayne Wisener
Jayne Wisener
Johanna
Ed Sanders
Ed Sanders
Toby
?
Gracie May Weldon
Baby Johanna
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 9.0 / 10
**UM MUSICAL TRÁGICO E SANGRENTO EM HONRA AO PENNY DREADFULL E AO GRAND GUIGNOL** CRÍTICA QUE ESCREVI QUANDO REVI O FILME Mapear a inspiração do filme leva-nos até à literatura popular de horror vitoriana, os “penny dreadfull”. Foi nesse universo literário que surgiu Sweeney Todd, barbeiro que mata os seus clientes, que depois servem de matéria-prima para a amante, Sra. Lovett, fabricar empadas de carne. A personagem foi revisitada por Christopher Bond numa peça teatral de 1970 onde a sua mitologia se cristalizou, tornando um assassino em série numa figura trágica, que se destrói a si mesma enquanto busca vingança contra um pérfido magistrado judicial. A peça originou um musical que fez sucesso no West End londrino e inspirou o jovem Tim Burton em 1980. Nas décadas seguintes, com o início da sua carreira no cinema, ele tentou desenvolver a ideia, mas não foi capaz. Entretanto, os musicais voltaram a ser populares e, em 2003, Walter Parkes, da DreamWorks, comprou os direitos do musical a Stephen Sondheim, chamando Sam Mendes para dirigir e John Logan para adaptar o argumento. Dois anos depois, Mendes abandonou o projecto e Parkes abordou Tim Burton já sabendo do seu sonho antigo. Ele aceitou, foi logo aprovado por Sondheim e a produção começou, como cooperação entre a DreamWorks e a Warner Bros., com quem Burton trabalhava: as duas empresas chegaram a acordo quanto a custos e lucros de distribuição e orçamentaram o filme em 50 milhões de dólares, em boa parte graças ao envolvimento mútuo de Burton e Johnny Depp. Tim Burton é um daqueles directores que foi crescendo na minha apreciação a cada filme que ia lançando: ele é visualmente bizarro, gosta de um estilo sombrio e gótico que não é para todos os públicos e que funciona só num nicho de projectos muito específico. No entanto, ele é muito bom naquilo que se propõe fazer: neste filme específico, ele aproveitou o trabalho de Logan, ajudando-o a reduzir um musical de três horas num filme mais dinâmico e dramático de duas horas. As filmagens decorreram nos Estúdios Pinewood do Reino Unido: o cenário da barbearia foi construído num plano elevado e a cadeira era funcional assim como o alçapão. Foram usadas câmaras Panaflex Millennium XL e Panaflex Platinum com filme Kodak 35 mm e lentes Panavision Primo, ideais para filmagens em pouca luz, dando ao filme uma aparência mais sombria e cores desmaiadas. O CGI foi usado para aumentar o cenário, recriando a Londres vitoriana em grandes panorâmicas urbanas, sujas e enevoadas, e para a cena da morte da Sra. Lovett. A maioria dos efeitos eram recursos práticos da velha escola: por exemplo, o sangue era artificial e laranja, mas verdadeiro, concebido para ficar vermelho-vibrante no filme acabado, criando cenas grotescas de assassinatos exagerados numa homenagem ao Grand Guignol e aos filmes de terror da Hammer Studios. Como acontece muito na obra de Tim Burton, um dos pontos fortes do filme é a qualidade visual: a cidade é mais que um pano de fundo, é quase um elemento vivo e desumano, que distorce quem ali vive e traz à tona a pior versão de cada um. Infelizmente, o CGI nem sempre envelheceu tão bem: a morte da Sra. Lovett parece agora grotesca e muito artificial. Gostei imenso do visual gótico vincado, onde as mortes brutalmente gráficas, com sangue a jorrar, funcionam bem. Pelo menos, para mim! Estou disposto a entender as pessoas que pensam que Burton exagerou demasiado. É, efectivamente, um exagero, estamos de acordo, mas é um exagero que tem um propósito que eu consigo entender e que se enquadra quer no estilo visual do cineasta, quer na tónica sombria do musical. E sendo um musical, é importante analisar as canções. Nenhuma delas se destaca, não é “Os Miseráveis”, mas tudo se encaixa: a narrativa não pára durante as canções, elas fazem o filme avançar. Claro, é importante ressalvar que o filme encurtou o musical e as canções são adaptadas! Quem vir o filme à espera de ver o que viu no palco vai ter uma decepção, mas tinha de ser, adaptações não são cópias. A única coisa que lamento na forma como o argumento foi adaptado é a forma como o romance de Johanna e Anthony se torna numa coisa fútil e sem grande relevância para a trama do filme. Helena Bonham Carter merece destaque pela qualidade da sua voz, mas também pela maneira como explorou a psicologia da personagem: outra actriz transformaria a Sra. Lovett numa sociopata, mas ela mostra-nos uma mulher solitária num mundo frio, desumano e sem amor, que se apega a qualquer pessoa que lhe possa dar um carinho e aceita acobertar Todd por estar tão carente. Johnny Depp, que treinou a destreza com as navalhas, não tem uma voz bonita, mas funciona numa personagem que também não é bonita: o lado mais belo da sua interpretação é a forma como o actor evidencia as cicatrizes mentais e psicológicas profundas da personagem, ajudando-nos a entender a sua crueldade. Quanto a Sacha Baron Cohen, limita-se a ser ele mesmo, o que não foi má ideia considerando a personagem estereotipada e histriónica em que o escalaram.
TMDB
Filipe Manuel Neto
★ 9.0 / 10
**Afinal, os musicais podem ser trágicos.** Este filme concentra-se em Sweeney Todd, um barbeiro vingativo condenado por um crime que não cometeu e que volta para se vingar. Dirigido por Tim Burton, o filme tem roteiro de John Logan, baseado num musical de palco com o mesmo nome. O elenco é liderado por Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman e Jayne Wisener, entre outros actores. Tim Burton é um director sobre o qual eu tenho muitas reservas. Ninguém questiona a sua criatividade nem a sua capacidade de criar filmes excelentes. O problema é que ele faz filmes excelentes com a mesma facilidade que comete enormes erros. Eu tinha poucas expectativas ao ir ver este filme, e elas ainda caíram mais quando percebi que seria um musical. Mas fiquei muito satisfeito com o que vi e acho que Burton, desta vez, fez um excelente trabalho. Não conheço a peça original, por isso não consigo saber se o roteiro lhe fez jus. Mas acho que é um bom roteiro e tem uma boa história, sem grandes erros ou perguntas a que não responde, além de ter reviravoltas interessantes e um excelente final. O elenco é excelente, sendo que o destaque particular é Depp, que soube combinar o gosto por papéis invulgares com uma entoação de voz forte e profunda. Helena Bonham Carter também brilhou, numa personagem obscura cujo amor obsessivo leva à destruição. Este casal macabro realmente conseguiu dar vida ao filme, transformando-o numa mistura de horror e filme musical, que engrossa à medida que o enredo segue rumo ao fim. É um filme que prova, sem dúvidas, que os musicais não precisam ser românticos e muito fofinhos. Os cenários, figurinos e efeitos visuais são excelentes. Estamos a falar de Burton, então não podia ser de outra forma. É um filme bastante gráfico até certo ponto, com vários litros de sangue falso e cenas que podem ferir as sensibilidades mais peculiares. A banda sonora é da responsabilidade de Stephen Sondheim (autor das músicas e letras originais) e é excelente, permanecendo na nossa memória por muito tempo.
TMDB
Palavras-chave
widowasylumconfessionrazorvillainmusicalbeggarbased on play or musicalchild in perilcane
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