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ACERVO · Filme · 1950

Calle del Atardecer

Sunset Boulevard

Uma estrela do cinema mudo, experiente e renomada, se recusa a aceitar que seu tempo de glória passou. Ela então contrata um jovem roteirista, na esperança de que ele a ajude a reconquistar o sucesso. O escritor, porém, acredita que pode manipular a atriz a seu bel-prazer, mas logo descobre que está completamente enganado.

Fonte: TMDB
* 8.3 (2,949)DramaEstados Unidos
Trilha sonora
YouTubeGoogle
Diretores
Billy Wilder
Paises
Estados Unidos
Estudios
Paramount Pictures
Duração
110 min
Classificação etária
Livre
Lancamento
10/08/1950
Pontuacao
8.3 / 10 (2,949)

Premiações e indicações

  • Melhor Roteiro Original
  • Gloria Swanson recebeu o Diploma de Mérito como melhor atriz estrangeira.
Onde assistir
Streaming
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Compra
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Elenco
William Holden
William Holden
Joe Gillis
Gloria Swanson
Gloria Swanson
Norma Desmond
Erich von Stroheim
Erich von Stroheim
Max von Mayerling
Nancy Olson
Nancy Olson
Betty Schaefer
Fred Clark
Fred Clark
Sheldrake
Lloyd Gough
Lloyd Gough
Morino
Jack Webb
Jack Webb
Artie Green
Franklyn Farnum
Franklyn Farnum
Undertaker
Larry J. Blake
Larry J. Blake
1st Finance Man
?
Charles Dayton
2nd Finance Man
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 10.0 / 10
**Um dos grandes filmes da era dourada de Hollywood.** Este filme é realmente especial. Não só nos mostra muito sobre o mundo de Hollywood durante a sua era dourada, como nos revela também muito sobre os egos, as vaidades e a luta titânica dos actores para conservarem as suas carreiras e não saírem de debaixo dos holofotes. Dirigido de maneira brilhante por Billy Wilder, é considerado por muitos como um dos grandes clássicos do cinema, um filme que combina o prazer do entretenimento, o valor artístico e a relevância cultural. Em 1951, ganhou três Óscares (Melhor Roteiro, Melhor Direcção de Arte num Filme a Preto e Branco, Melhor Banda Sonora de Filme Cómico) e poderia perfeitamente ter ganho mais um, o de Melhor Actriz. Mas prémios destes nunca são totalmente justos, principalmente em anos tão férteis de bons filmes. Começando com a icónica cena do homem morto na piscina, o filme intriga-nos e a curiosidade prende-nos, à medida que o filme mostra como tudo aconteceu, apresentando-nos um roteirista mediano que luta para escrever um roteiro de sucesso que consiga alavancar a sua carreira. Ele deve dinheiro, está em sérias dificuldades e aproveita a oportunidade de ganhar algum dinheiro fácil à custa de uma ex-actriz de filmes mudos, que o resolve contratar para rever e dactilografar um roteiro, escrito por ela mesma e pensado para assinalar o seu retorno às telas. O roteiro é medíocre, e ele sabe que o filme nunca vai acontecer, mas é coagido a calar-se, tornando-se na testemunha ocular e privilegiada da gradual perda de lucidez daquela antiga estrela. Claro, as coisas complicam-se à medida que ele vai perdendo a liberdade individual e ficando mais dependente dos caprichos e vontades da sua patroa. Apesar da ficção, o filme baseia-se muito em factos verdadeiros, soltos e sem grande relação entre si: um deles, o mais óbvio, é o afastamento de diversos actores no decurso da passagem do cinema mudo para o cinema falado. Havia grandes actores que ficavam magníficos na tela e tinham grande expressão física e facial, mas que não sobreviveram à transição devido a coisas tão prosaicas quanto um mau domínio do Inglês ou um sotaque estranho. Outros, todavia, não souberam, simplesmente, entender os novos tempos e adaptar-se. A derrocada das carreiras e das suas vidas pessoais levou vários ao alcoolismo, às drogas, aos distúrbios mentais. O filme é capaz de condensar quase tudo isto numa só personagem: Norma Desmond, o epítome da estrela caída em desgraça. O elenco conta com vários nomes conhecidos, sendo que três deles – William Holden, Erich Von Stroheim e, obviamente, Gloria Swanson – oferecem-nos a interpretação das suas vidas e o seu trabalho de maior valor e maior reconhecimento. Claro, não podemos ignorar que Swanson foi uma grande estrela do cinema mudo e que brilhou em filmes como “Trespasser” ou “Indiscreet”, e que Holden continuaria a ser um actor muito requisitado, tendo ganho o seu Óscar de Melhor Actor num filme que protagonizou dois anos mais tarde. Mas não há dúvidas de que este filme os imortalizou aos três. Tecnicamente, o filme é impecável, e o mérito recai bastante no brilhantismo dos diálogos, na excelência da concepção e desenvolvimento das personagens, na extraordinária maneira como Wilder conseguiu tirar o melhor de Swanson e levar a actriz a um desempenho magnífico, que tem tanto de brilhante e de difícil quanto de provocador (especialmente do ponto de vista de muitas estrelas cadentes de Hollywood, que se viram na personagem e se sentiram ofendidas com isso). Com um ritmo excelente, o filme não perde tempo nem deixa o ambiente de tensão e drama cair em marasmo. A mansão, propriedade da família Getty, adquire personalidade por si mesma na medida em que se torna no símbolo mais óbvio da personalidade perturbada e só da sua moradora. A cinematografia a preto e branco é magnifica, e acentua, nos seus detalhes e ângulos de filmagem, a sensação dramática do filme. A banda sonora não é memorável, mas é eficaz e funcional.
TMDB
Palavras-chave
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