
No verão de 1989, Marion, David e François Pain levaram uma câmera para a região de lagos do Adirondacks, em Nova York. Eles passavam a câmera de mão em mão, registrando um diário de férias cheio de liberdade, criatividade, amor e melancolia. Todo dia, o grupo filmava um ao outro, explorando momentos espontâneos e íntimos. A câmera vai de um para outro, as emoções são trocadas junto. Mais do que apenas um registro, o filme revela como eles se viam, criavam juntos e faziam espaço um para o outro - amizade e colaboração como um ato terno e furioso de testemunho. David Wojnarowicz já sabia desde 1988 que tinha AIDS. Em Verão 89, o olhar de Marion é o de uma amiga, impregnando os gestos de David com a memória do amor e da amizade que compartilharam.
Faça login para comentar e discutir sobre esta obra.