
Dois telões se enfrentam em uma sala escura, apenas um banco ao lado interrompendo o espaço entre eles. Ao se instalar nesse espaço intermediário de "Solilóquio" (1999) de Shirin Neshat, os espectadores se tornam mediadores, com as cenas exibidas em cada tela fluindo não além, mas através deles - talvez pedindo que testemunhem o diálogo visual que se segue. Os títulos começam, em inglês e persa; então, o único personagem aparece, vestindo robes pretos e interpretado por Neshat. Ela olha para fora de duas janelas diferentes: uma em Albany, Nova York; a outra em Mardin, Turquia, não muito longe do Irã natal da artista.
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