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ACERVO · Filme · 2019

Snu

Snu é dinamarquesa e a fundadora da editora D. Quixote, publicando livros que desafiam a censura do Estado Novo. Francisco é um dos mais carismáticos políticos portugueses. Ambos são casados. Ele tem cinco filhos e ela tem três. Snu Abecassis conhece Francisco Sá-Carneiro no dia 6 de Janeiro de 1976. Apaixonam-se irremediavelmente e decidem assumir esse amor num Portugal em plena reconstrução das cinzas do fascismo, abalando as convenções nacionais. Partilham valores e ambição, lutam juntos pela democracia e pela liberdade, deixando a sua marca na política e na sociedade. Morrem tragicamente em 1980, protagonizando uma das grandes histórias de amor do século XX.

Fonte: TMDB
* 6.9 (9)DramaPortugal
Trilha sonora
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Diretores
Patrícia Sequeira
Paises
Portugal
Estudios
Santa Rita Filmes · Sky Dreams
Duração
94 min
Lancamento
06/03/2019
Pontuacao
6.9 / 10 (9)
Onde assistir
Streaming
LookeLookeLooke Amazon ChannelLooke Amazon Channel
Com anuncios
NetMoviesNetMovies
Aluguel
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Compra
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Elenco
Inês Castel-Branco
Inês Castel-Branco
Snu Abecassis
Pedro Almendra
Pedro Almendra
Francisco Sá Carneiro
Eric da Silva
Eric da Silva
Cunha Leal
Patrícia Tavares
Patrícia Tavares
Maria José Freitas do Amaral
João Vicente
João Vicente
Freitas do Amaral
Afonso Lagarto
Afonso Lagarto
Raul Durão
Paulo Calatré
Paulo Calatré
Oficial 2
Ana Nave
Ana Nave
Inês Rosado
Inês Rosado
José Neto
José Neto
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 8.0 / 10
**Uma mulher marcante por trás de um homem marcante.** Fazer filmes biográficos em torno de figuras marcantes do passado recente nunca é uma tarefa fácil e este merece um louvor, pelo esforço e coragem. Eu digo isso porque não é possível falar de Snu Abecassis sem falar de Francisco Sá Carneiro, um dos mais notáveis políticos do século XX português (não por feitos ou obra, mas pelo carisma e impacto na mentalidade política nacional). Apesar de estarmos a comemorar os cinquenta anos da revolução de 25 de Abril de 1974, que abriu o caminho da democratização de Portugal, não consigo deixar de pensar que é um pretérito imperfeito, uma história mal acabada na vida do país. Se quase ninguém se atreve a pôr em causa o valor da devolução da democracia (devolução porque, apesar do que muitos apregoam, a revolução limitou-se a devolver uma democracia que Portugal já tinha tido com a monarquia constitucional, e que foi instaurada a primeira vez em 1834), não se observa igual consenso na leitura política dos acontecimentos da época. A prova é o facto de, ainda não se ter concluído nada sobre as causas da queda da aeronave em que morreram Snu, Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e outros. Acidente? Atentado? Só saberemos, provavelmente, quando não houver modo de tocar num cabelo dos eventuais responsáveis ou daqueles que lhes são, ou eram, mais chegados. Snu Abecassis não era portuguesa: era de um país com forte cultura democrática e tinha outra maneira de pensar, uma largueza de ideias e visão muito para além do que a maioria das mulheres portuguesas conseguia num país atrasado e fechado ao mundo. Isso não só lhe permitiu singrar como líder da editora Dom Quixote, fintar os censores e posicionar-se como defensora de ideias perigosas, como a contracepção oral, o aborto, o planeamento familiar, como ajuda a entender o fascínio de Sá Carneiro e de outros que a conheceram. Não tenho dúvidas que as suas ideias ajudaram a moldar o pensamento dele, mas que ela também ficará sempre na sombra do homem que amou, e com o qual não se pôde casar. O roteiro faz um trabalho razoável e permite-nos seguir o percurso de vida desta elegante nórdica. O tempo e a personalidade discreta do casal não dão azo a arroubos sentimentais, novelas latinas ou melodramas, pelo que nada disso entra aqui. Por isso, congratulo-me pela forma como Patrícia Sequeira percebeu os limites a respeitar. Numa nota menos boa, o final: quando o filme reconstitui o embarque dos passageiros na aeronave que cairia em Camarate, os outros passageiros, começando por Amaro da Costa, desaparecem. Porquê? É compreensível que a hipótese de atentado não seja mencionada de modo a tornar o filme politicamente neutro, mas a reconstrução do momento devia contar com todos os que, de facto, pereceram naquele “incidente”. A cinematografia é muito boa, a escolha dos locais de filmagem foi criteriosa, os adereços e veículos foram bem seleccionados e a concepção de cenários e figurinos é impecável. Isto, somado à introdução de vídeos e de reportagens da época, ajuda a reconstruir a época. A banda sonora é atmosférica e faz um trabalho competente, mas sem ficar no ouvido. Inês Castel-Branco recebeu a oportunidade de uma vida para mostrar talento e capacidade fora do teatro ou televisão. Agarrou-a firmemente e desembaraça-se francamente bem, com um sotaque leve que nunca parece forçado e uma elegância natural. Pedro Almendra nem sempre a acompanha: apesar de ser muito parecido, fisicamente, a Sá Carneiro, não tem carisma ou presença, mas o filme também não é dele. Inês Rosado e Maria João Pinho dão contributos positivos. Pedro Saavedra é suficientemente ardiloso para interpretar Mário Soares, mas não tem substância, material ou tempo para elaborar a personagem.
TMDB
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