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ACERVO · Filme · 1996

Éclat

Shine

David Helfgott, pressionado pelo pai e pelos professores, sofre uma crise nervosa. Anos mais tarde, ele retorna ao piano, aclamado pelo público e pela crítica.

Fonte: TMDB
* 7.4 (711)DramaAustrália · Reino Unido
Trilha sonora
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Diretores
Scott Hicks
Paises
Austrália · Reino Unido
Estudios
Film Victoria · Australian Film Finance Corporation · BBC Film · South Australian Film Corporation · Momentum Films
Duração
105 min
Classificação etária
12 anos
Lancamento
15/08/1996
Pontuacao
7.4 / 10 (711)

Premiações e indicações

  • Indicado ao Oscar 1997 de Shine
  • Indicado ao Oscar 1997 de Robert Scott Hicks
  • Vencedor do Oscar 1997 de Geoffrey Rush
  • Indicado ao Oscar 1997 de Jan Sardi
  • Indicado ao Oscar 1997 de Armin Mueller-Stahl
  • Indicado ao Oscar 1997 de David Hirschfelder
  • Indicado ao Oscar 1997 de Pip Karmel
  • Indicado ao Globo de Ouro 1997 de Shine
  • Indicado ao Globo de Ouro 1997 de Robert Scott Hicks
  • Vencedor do Globo de Ouro 1997 de Geoffrey Rush
  • Indicado ao Globo de Ouro 1997 de Jan Sardi
  • Indicado ao Globo de Ouro 1997 de David Hirschfelder
Onde assistir
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Elenco
Geoffrey Rush
Geoffrey Rush
David as an adult
Noah Taylor
Noah Taylor
David as an adolescent
Armin Mueller-Stahl
Armin Mueller-Stahl
Peter
Lynn Redgrave
Lynn Redgrave
Gillian
Googie Withers
Googie Withers
Katharine Susannah Prichard
Sonia Todd
Sonia Todd
Sylvia
Nicholas Bell
Nicholas Bell
Ben Rosen
John Gielgud
John Gielgud
Cecil Parkes
?
Justin Braine
Tony
Chris Haywood
Chris Haywood
Sam
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 10.0 / 10
**Talvez um dos filmes mais marcantes da obra de Geoffrey Rush, e um dos retractos mais duros e sinceros da genialidade que o cinema viu até hoje.** Apesar de eu ser um melómano bastante sério, e de gostar de música clássica desde sempre, não conhecia David Helfgott até ter visto este filme. O universo musical está cheio de prodígios que revelam talento desde a infância. Mozart é, talvez, o exemplo mais famoso disso. Contudo, é um daqueles assuntos que eu sinto que tendemos a sobrevalorizar, porque também podem encontrar-se crianças prodigiosas em outras áreas do saber, incluindo nas Ciências Humanas. É, todavia, curioso que tenhamos tão poucos exemplos de génios musicais com carreiras sólidas e bem sucedidas. A maioria dos pianistas e intérpretes musicais, por muito talentosos que sejam, dependem mais da sua auto-disciplina e treino intensivo do que do seu talento de base. Helfgott, de acordo com este filme, teve uma infância difícil, às mãos de um pai autoritário, que basicamente o empurra para a carreira musical, apercebendo-se do seu talento. O problema é que a situação exigiu muito do jovem génio, levando-o a desenvolver esquizofrenia e diversos outros problemas mentais. Com sérios problemas discursivos (é gago e fala compulsivamente), é também incapaz de manter uma relação convencional com as pessoas que o rodeiam. Claro, a longo prazo, veremos a forma como ele contorna as dificuldades e consegue a consagração. Helfgott é interpretado por vários actores, mas é Geoffrey Rush que brilha no papel. O actor foi capaz, neste filme, de fazer franquear as portas do cinema internacional graças a um dos mais completos e imersivos retractos da genialidade no cinema. Surgindo em cena quando o filme já vai a meio, ele domina toda a obra, impõe-se, exige a nossa atenção, merece aplausos. Mesmo que o filme não tivesse mais nenhum motivo de mérito – tem! – ver o desempenho deste actor britânico seria sempre razão mais do que suficiente para justificar uma ida ao cinema. Porém, ele não está sozinho: o filme dá-nos ainda uma excelente interpretação de Armin Mueller-Stahl no papel do pai, exigente e dominador. Noah Taylor, que dá vida à personagem de Helfgott na juventude, também nos deixa um trabalho bem feito e de valor. O roteiro e a direcção também merecem uma nota de louvor. Scott Hicks, que assegura ambas as tarefas, conseguiu criar um filme profundamente dramático, intenso, capaz de emocionar e de nos fazer pensar, sem cair no erro de o tornar excessivamente melodramático ou fazer uma exposição demasiado negra e pessimista das coisas. O filme é profundamente emotivo, tem até diversas cenas intensas, quase dolorosas, mas nunca é um filme pesado. Além disso, o filme faz um uso muito inteligente da cinematografia e da banda sonora para aligeirar ou adensar todo o ambiente em que a acção decorre. Além das peças de Rachmaninoff – um génio do piano, mas que encontra equivalentes em compositores como Chopin, Scriabin ou Liszt, autor da ingénua, mas terrivelmente exigente, “La Campanella”, para mim a mais difícil para piano solo – o filme tem um vasto repertório de peças clássicas habilmente inseridas na banda sonora. Vale a pena ver como elas são aproveitadas no filme.
TMDB
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