**Péssimo.**
Não tenho dúvidas de que o cinema de terror é dos géneros cinematográficos mais apelativos, fascinantes e, no entanto, desgastados e repletos de lixo. Este filme de muito baixo orçamento é apenas mais um para deitar fora e esquecer.
A premissa é intrigante e teria dado um resultado melhor se as coisas fossem diferentes: temos um grupo de jovens que vai até Los Angeles numa espécie de tour diabólico em busca do mal e do satanismo, como se fossem turistas obscuros e estranhos: ficam num hotel onde ocorreu um caso de suicídio ritualístico e vão procurar cultos diabólicos na cidade. Claro, como diz o povo, quem procura acaba por achar, e eles vão encontrar uma jovem que pode realmente colocar à prova todas as crenças deles.
O filme não tem realmente nada de especial e, como filme de terror, é bastante fraco. Tem uma história que começa bem, e a maneira como o filme se apresenta é realmente positiva, levanta a nossa curiosidade e faz-nos querer mais. Ao longo do filme, o ambiente criado é tenso de uma forma agradável, e há um bom mistério, mas tudo o resto é um banho de água fria. O final, com uma tentativa de paradoxo temporal absolutamente fora de contexto, é digno de piedade.
O elenco é fraco. Sarah Hyland é a melhor actriz presente e brinda-nos com o melhor trabalho de interpretação do filme, mas sem material decente pouco pode fazer: todos os actores têm personagens esboçadas ou simplesmente cliché, e os diálogos são muitas vezes forçados, pouco naturais ou até histriónicos. Não há empenho, não há alma aqui. Eu simplesmente esperei que morressem todos.
Tecnicamente, o filme tem uma cinematografia bastante satisfatória para o tipo de filme barato e idiota que é. Há realmente um bom trabalho de filmagem aqui, e a cinematografia faz muito pela criação de ambiente. Infelizmente, é basicamente só isto que temos de bom no que toca às características técnicas e valores de produção. Os efeitos utilizados são baratos, ao nível de um teatro amador. O som é desinteressante e a banda sonora simplesmente esquecível. Para as coisas piorarem mais ainda, há um trabalho sofrível de pós-produção, com corte óbvios e, por vezes, uma montagem tosca, com cenas súbitas alternando com outras que demoram mais do que deveriam.