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ACERVO · Filme · 2022

Red: Crescer é Uma Fera

Turning Red

Mei, de treze anos, está experimentando a estranheza de ser uma adolescente com uma reviravolta – quando ela fica muito animada, ela se transforma em um panda vermelho gigante.

Fonte: TMDB
* 7.3 (5,868)AnimaçãoComédiaFamíliaFantasiaEstados Unidos
Diretores
Domee Shi
Paises
Estados Unidos
Estudios
Pixar
Duração
100 min
Classificação etária
Livre
Lancamento
10/03/2022
Pontuacao
7.3 / 10 (5,868)

Premiações e indicações

  • Indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação
  • Indicado ao Oscar de Turning Red
  • Indicado ao Oscar de Domee Shi
  • Indicado ao Oscar de "Mei" (Rosalie Chiang)
  • Indicado ao Oscar de "Ming" (Sandra Oh)
  • Pendente — Oscar
  • Indicado ao Austin Film Critics Association de Turning Red
  • Indicado ao Austin Film Critics Association de Domee Shi
  • Vencedor do Austin Film Critics Association de Turning Red
  • Indicado ao Austin Film Critics Association de Melhor Filme de Animação
  • Indicado ao Critics' Choice Movie de Turning Red
  • Pendente — Critics' Choice Movie
Onde assistir
Streaming
Disney PlusDisney Plus
Elenco
Rosalie Chiang
Rosalie Chiang
Meilin Lee (voice)
Sandra Oh
Sandra Oh
Ming (voice)
Ava Morse
Ava Morse
Miriam (voice)
Hyein Park
Hyein Park
Abby (voice)
Maitreyi Ramakrishnan
Maitreyi Ramakrishnan
Priya (voice)
Orion Lee
Orion Lee
Jin Lee (voice)
Wai Ching Ho
Wai Ching Ho
Grandma (voice)
Tristan Allerick Chen
Tristan Allerick Chen
Tyler (voice)
James Hong
James Hong
Mr. Gao (voice)
Lori Tan Chinn
Lori Tan Chinn
Auntie Chen (voice)
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 6.0 / 10
**A Pixar descobriu o anime e procura conquistar as bilheteiras orientais.** Eu tinha algumas expectativas relativamente a este filme. Não sei exactamente o que é que eu esperava, mas acho que todos compreenderão se disser que o filme tem a assinatura da Disney e da Pixar, dois estúdios com um invejável currículo de sucessos. Porém, mal o filme terminou, eu senti que não era exactamente o público-alvo deste filme: homem, acima de trinta anos, europeu, sem grande relação com a cultura ‘pop’ ou o mundo anime. O filme acompanha uma jovem adolescente, filha de pais chineses, numa experiência um pouco catártica em que se transforma num simpático panda-vermelho. O filme centra-se nesta transformação e transforma-a numa metáfora de uma transformação chamada puberdade, numa descoberta da própria individualidade e da própria autonomia, muito particularmente no que diz respeito à relação com os pais. O filme é bom, mas o tema é… complicado. Se é absolutamente verdade que a maioria das meninas adolescentes se vai rever nalgumas das peripécias que Mei vivencia, não é menos verdade que muitos pais e tutores vão encarar o tema com desconforto e levantar algumas objecções quanto a uma certa “apologia da rebeldia” que o filme sugere. Numa nota positiva, foi a primeira vez que vi um filme animado e dirigido ao público juvenil abordar a menstruação sem rodeios. Os diálogos continuam a insistir, contudo, naquele estereótipo da adolescente em pânico e da mãe perturbada com o momento e insistindo na ideia de que, agora, a sua filha é uma mulher. Isso é estúpido e transmite ideias que não estão correctas: uma mulher é-o desde antes do seu nascimento, do ponto de vista biológico, e torna-se mulher do ponto de vista psicológico e social muito depois da sua primeira menstruação, quando passa a ter idade e maturidade suficientes para tomar as suas decisões (o mesmo é válido para homens, com as devidas ressalvas). Em adição a estes problemas, a trama parece-me um pouco incipiente, caminhando por percursos que são bastante óbvios, optando por soluções previsíveis e criando personagens básicas. Eu até podia falar, ainda, da quantidade de estereótipos sobre chineses e orientais presentes neste filme… mas será que eu preciso de falar nisso? O melhor do filme são as animações e a extraordinária qualidade dos desenhos e efeitos. A Pixar não deixa cair a oportunidade de defender os seus talentos e a sua reputação no domínio da animação digital e oferece-nos um festim para os olhos, com um realismo e uma atenção aos detalhes que dificilmente encontra paralelo e que nos faz pensar muito na forma como a tecnologia evoluiu em pouquíssimos anos: “Toy Story” ainda nem tem trinta anos e já parece um pouco datado quando comparado a este filme! Um problema apenas: eu não sou fã, nem um pouco, de anime. Acho que é um tipo de animação muito estilizada, excessiva, exagerada. Infelizmente, este filme adopta demasiados elementos que são importados do anime. Vejam-se os olhos, as bocas exageradamente grandes, as mudanças repentinas de pose ou atitude das personagens… não dá para estar com um pé em dois mundos ao mesmo tempo.
TMDB
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