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O Padre
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ACERVO · Filme · 1995

O Padre

Priest

Padre Greg (Linus Roache) é enviado para trabalhar em uma paróquia em Liverpool. Ele fica surpreso ao ver que seu novo superior, padre Matthew (Tom Wilkinson), não cumpre o celibato, mantendo um relacionamento com uma mulher. Este é apenas o primeiro fator que fará com que Greg entre em conflito e questione algumas regras da Igreja. Um segundo fator é a descoberta da própria homossexualidade, quando se apaixona por um rapaz (Robert Carlyle). Mas o que mais o tortura é quando uma menina de 14 anos lhe conta que sofre abusos por parte do pai, mas Greg está de mãos atadas pelo sigilo da confissão. Dividido entre sua vocação e sua sexualidade, entre as regras da Igreja e os problemas que testemunha, Greg teme ter sua fé abalada. O filme foi proibido pela Igreja Católica.

Fonte: TMDB
* 6.2 (148)DramaRomanceReino Unido
Trilha sonora
YouTubeGoogle
Diretores
Antonia Bird
Paises
Reino Unido
Estudios
BBC Film
Duração
97 min
Classificação etária
R(EUA — 17 anos)
Lancamento
24/03/1995
Pontuacao
6.2 / 10 (148)
Onde assistir
Streaming
OldflixOldflix
Elenco
Linus Roache
Linus Roache
Father Greg Pilkington
Tom Wilkinson
Tom Wilkinson
Father Matthew Thomas
Robert Carlyle
Robert Carlyle
Graham
Cathy Tyson
Cathy Tyson
Maria Kerrigan
Lesley Sharp
Lesley Sharp
Mrs. Unsworth
Robert Pugh
Robert Pugh
Mr. Unsworth
Christine Tremarco
Christine Tremarco
Lisa Unsworth
James Ellis
James Ellis
Father Ellerton
Anthony Booth
Anthony Booth
Tommy
Paul Barber
Paul Barber
Charlie
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 4.0 / 10
**Um filme complexo, com um roteiro que aborda muita coisa ao mesmo tempo.** Antes de começar a escrever a minha crítica a este filme, acho que devo deixar uma nota de contextualização pessoal: eu sou católico romano, praticante regular, e vivo num país onde a quase totalidade da população também se declara como católica, embora com uma regularidade nas celebrações muito flutuante, uma juventude cada vez mais alheia à fé e à espiritualidade (ou permeável a formas diferentes de a viver) e um número crescente de imigrantes estrangeiros com outras crenças religiosas. Portanto, eu vejo este filme com o olhar de alguém que pertence à Igreja Católica e que a conhece profundamente. O filme traz-nos uma história bastante intensa e dramática onde, após substituir um outro sacerdote mais velho, um jovem padre razoavelmente ortodoxo e rigorista é confrontado com um coadjutor mais velho que tem ideias radicalmente diferentes das suas. Além deste choque ideológico, o jovem sacerdote vai ter de combater contra os próprios impulsos homossexuais, acabando por cair em tentação e em desgraça junto dos seus superiores e da comunidade onde está. Pelo meio, há ainda uma questão sobre o celibato de um destes padres e uma outra, envolvendo uma menor sexualmente abusada por um pai incestuoso. Eu consigo perceber o quanto este filme foi incómodo para os católicos em 1994. Apesar de o filme ter sido lançado há trinta anos, a sua história não podia ser mais actual. Em 1994, a Igreja ainda era guiada por João Paulo II que, apesar do mérito de ter viajado, enfrentado questões políticas e sociais complexas e aberto os corredores do Vaticano ao mundo, era também ultraconservador em matéria moral. Hoje, o papa Francisco convida-nos a adoptar uma postura mais aberta e compreensiva, como vemos na sua mais recente encíclica, “Fiducia Supplicans”, onde convida ao acolhimento não só dos homossexuais, mas, também, dos divorciados recasados em união civil. Recordando o papel agregador da Igreja, onde todos devem encontrar um lugar para falar com Deus, independentemente dos seus pecados, o Papa convida-nos a não os condenarmos, o que não significa que os actos homossexuais tenham deixado de ser um pecado aos olhos da Igreja. O que o Sumo Pontífice nos recorda é que quem deve julgar os pecados é Deus e não nós. Claro, tem havido muito celeuma em torno disto, e se as palavras de tolerância do Papa ainda hoje podem escandalizar os fiéis e o clero, imagine-se o que este filme terá feito há trinta anos! A somar a isto, temos o confronto entre a ortodoxia pura e as ideias socialistas da Teologia da Libertação, que na década de 90 ainda vivia entre alguns teólogos e padres na América do Sul e nalguns países africanos, além de uma forte “alfinetada” à questão do celibato, obrigatório para os sacerdotes católicos e cada vez mais contestado, inclusivamente pelos próprios, dado o seu carácter antinatural. Não sendo uma questão moral ou dogmática, o Papa poderá mudar essa exigência quando quiser, mas Francisco não é tão liberal assim. O roteiro, como podemos ver, é muito rico e traz questões muito complicadas, não só do ponto de vista eclesiástico como também do ponto de vista moral. Porém, eu senti que o filme, ao disparar em tantas direcções, acaba por não explorar nenhuma e apostar mais na trama “gay friendly” que seria mais fácil de vender na bilheteira. Recorde-se que foi nesta época que o movimento homossexual deu os primeiros passos na Europa, por importação dos Estados Unidos. A segunda parte do filme é particularmente mal feita, com excessivo melodrama e soluções fracas para todas as problemáticas criadas anteriormente. Tecnicamente, o filme é bastante bom: a cinematografia é regular, mas os cenários e os figurinos compensam, assim como a maneira cuidadosa com que a liturgia foi recriada e encenada. O ritmo é agradável, considerando as coisas como elas são, e as cenas de nudez são razoavelmente toleráveis no contexto em que se encontram. Linus Roache encabeça um elenco forte e competente, e faz um trabalho bastante digno. Porém, Tom Wilkinson parece mais forte e mais impactante, e rouba os holofotes sempre que ambos contracenam. Cathy Tyson e Robert Carlyle dão-nos boas interpretações de apoio.
TMDB
Palavras-chave
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