CINESTIA
ExplorarFavoritosRadar
Entrar
ExplorarFavoritosRadar
Todo Acervo
Passageiros
Trilha sonora
YouTubeGoogle
Radar
Avise quando chegar em streaming, alugar ou comprar abaixo do preço desejado.
Titulos relacionados
Extermínio
Extermínio
Chama Azul
Chama Azul
Dois no Céu
Dois no Céu
Turbulência
Turbulência
Sua Alteza Quer Casar
Sua Alteza Quer Casar
ACERVO · Filme · 2008

Passageiros

Passengers

Uma terapeuta tem a missão de prestar assistência psicológica aos sobreviventes de um acidente de avião e acaba se envolvendo romanticamente com Eric, o paciente mais calado do grupo. Os sobreviventes começam a desaparecer misteriosamente e ela acredita que Eric sabe o motivo.

Fonte: TMDB
* 6.1 (1,004)DramaMistérioRomanceSuspenseCanadá · Estados Unidos
Diretores
Rodrigo García
Paises
Canadá · Estados Unidos
Estudios
TriStar Pictures · Mandate Pictures · Persistent Entertainment · Intuition Films
Duração
93 min
Classificação etária
12 anos
Lancamento
26/09/2008
Pontuacao
6.1 / 10 (1,004)
Onde assistir
Streaming
Filmelier Plus Amazon ChannelFilmelier Plus Amazon ChannelLionsgate+ Amazon ChannelsLionsgate+ Amazon Channels
Elenco
Anne Hathaway
Anne Hathaway
Claire Summers
Patrick Wilson
Patrick Wilson
Eric
Andre Braugher
Andre Braugher
Perry
Dianne Wiest
Dianne Wiest
Toni
David Morse
David Morse
Arkin
William B. Davis
William B. Davis
Jack
Ryan Robbins
Ryan Robbins
Dean
Clea DuVall
Clea DuVall
Shannon
Don Thompson
Don Thompson
Norman
?
Andrew Wheeler
Blonde Man
Comentários

Faça login para comentar e discutir sobre esta obra.

…
Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 7.0 / 10
**UM DRAMA VESTIDO DE THRILLER QUE FOI TÃO PASSAGEIRO QUE MUITOS SÓ O VIRAM EM BLU-RAY.** _CRÍTICA FEITA APÓS REVER O FILME_ Quem já passou pelo embaraço de ser o último a chegar a uma festa ou evento conhece a sensação de que só vai apanhar restos do que os outros já comeram. Este filme estava fadado a ser o último da festa, o que quase não comeu e a quem ninguém deu atenção. Em 1999, o filme "O Sexto Sentido" foi um sucesso estrondoso graças à sua boa história e a uma reviravolta muito bem colocada. A partir daí, a indústria de Hollywood quis repetir o feito e lançou diversos filmes com fórmulas parecidas, criando a moda do high concept twist: de "Os Outros" a "O Orfanato", uma série de filmes explorou esse recurso de narrativa, com resultados muito variáveis. O argumentista Ronnie Christensen também decidiu explorá-lo através de uma trama que gira à volta de um acidente de avião e dos esforços de uma psicóloga clínica para auxiliar os sobreviventes. De início, o argumento era mais denso, pensado para o suspense «hitchcockiano», e explorava as sequelas do PTSD e da fragmentação da realidade após um trauma. Christensen foi apresentando o seu texto a vários produtores, vendendo-o como uma conspiração empresarial em que a companhia aérea tenta calar os sobreviventes do acidente. A Mandate Pictures acabou por comprar o projecto e convidou Rodrigo García para dirigir. Rodrigo García, que é o filho de Gabriel García Márquez, não era um director comercial. Era um director que sabia como valorizar os actores e o lado humano das histórias, como fez em "O Que Direi Olhando Para Ti". A sua escolha era uma aposta no drama humano e psicológico do texto de Christensen. García não queria fazer terror, queria o filme mais focado na relação entre personagens e na forma como elas procuram o apoio umas das outras num momento de confusão e desorientação. O projecto captou a atenção de Anne Hathaway, uma actriz muito bem cotada após o êxito de "O Diabo Veste Prada", mas que queria ir além e ser considerada uma opção para papéis maduros e dramáticos. A entrada dela no projecto ajudou a obter um orçamento de 25 milhões de dólares, uma aposta forte para uma produtora independente como a Mandate. Para o obter, tiveram de fazer um acordo de distribuição com a TriStar, subsidiária da Sony Pictures. As filmagens decorreram totalmente em Vancouver, Canadá, tirando partido do ambiente geralmente nublado da cidade para trabalhar a luz e a fotografia de modo a enfatizar a desorientação das personagens. O filme trata-as como estando num limbo, isoladas e desconfortáveis. O cinegrafista Igor Jadue-Lillo (veio com García, que já o conhecia) usou câmaras Panaflex Millennium XL2 armadas com lentes Panaflex Primo e película Kodak Vision2 500T 5218. A escolha permitiu-lhes aproveitar o grão e a alta sensibilidade para um filme com menos luz e sombras mais elegantes e densas, criando um ambiente ligeiramente onírico e com toques de surrealismo, como se as personagens estivessem num mundo aparte ou num sonho. Isto é bastante interessante: num momento em que o digital é a moda, eles mantiveram o filme 35mm e puseram-no ao serviço dum objectivo estético e artístico, conscientes de que o digital não conseguiria o mesmo efeito. A escolha de uma lente esférica em vez do anamórfico foi a opção certa para close-ups naturais e sem distorções, o que faz sentido considerando que eles queriam valorizar as emoções e acção das personagens e não mostrar cenário. Não é por acaso que o set é a coisa menos interessante do filme, com a sua impessoalidade gélida. Muitas vezes nem vemos bem o fundo, o foco está no primeiro plano e nubla o resto. Sob a orientação de Jadue-Lillo, a câmara move-se com a suavidade de quem apenas observa sem fazer parte do lugar, criando uma barreira entre as personagens e o público. Até nisso elas estão separadas e sozinhas! Podemos vê-las, é só. A cor contribui com tons dessaturados, secos e «mortos», como os ocres, os cinzas, os amarelos-pálidos. As sombras são suaves, a luz natural das janelas é bem aproveitada, mas sempre baça, triste. Mesmo as cenas entre as personagens de Hathaway e Patrick Wilson mantêm essa tónica algo desmaiada e suave, mesmo podendo ter tons mais quentes alusivos à atracção romântica que acontece entre eles. Se há uma coisa que fica logo evidente neste filme é o seu elenco de peso, muito mais forte do que esperaríamos num filme «indie». Por exemplo, Dianne Wiest é bastante eficaz no papel de uma vizinha um pouco estranha, enquanto Andre Braugher trabalha bem a seriedade e dignidade da sua personagem. David Morse é essencial para que não se perceba demasiado cedo o plot twist final: afinal, é à volta da sua personagem que se avolumarão as desconfianças que alimentam todo o corpo central do filme. O actor parece não ter tido problemas em ir ao encontro do que a personagem lhe pedia e faz um esforço decente, mas que me pareceu demasiado confortável e fácil para ele. Vale bem a pena analisar em conjunto as performances de Patrick Wilson e de Anne Hathaway, na medida em que eles contracenam a maior parte do tempo e as cenas em que estão juntos são as mais impactantes das personagens deles. A actriz luta para ser mais séria que meiga, ela não quer que a personagem seja uma «babe» atraente que sabe muito e tem um diploma, mas nem sempre se consegue desprender do tanto de «carinhas-larocas» que tinha feito: nos momentos frágeis da sua personagem, tão séria e profissional, nós sentimos um pouquinho de «açúcar em excesso», mas como eu gosto de doces, e gosto da actriz, até lidei bem com isso. É uma «dor de crescimento» normal. Wilson, por outro lado, está a jogar com um material muito mais fácil de lidar, que é a atitude de quem pensa que, quando se está perdido por 100, é irrelevante ficar perdido por 1000. A personagem dele está quase sempre em «modo fo...a-se», extravasando o que sente e o que pensa quase sem filtros e esbarrando na serenidade budista que a personagem da Hathaway exala por todos os poros. Ele tem a força vital, ela tem a força mental. Há uma atracção que é óbvia, natural, e um distanciamento tão radical como a briga eterna entre a cabeça e o coração. Ela prende-se ao que conhece, ele abre-se às possibilidades de uma vida onde nada mais o pode ferir. E é a correlação deles que faz o filme funcionar. O resultado de tudo isto é um filme de ritmo lento e agradável tensão dramática, que nunca tenta ser de terror, embora aborde temáticas que são caras ao género. É um filme que quer ser comercial, mas não abdica do cunho artístico do cinema de autor. O problema é que, tal como eu disse anteriormente, chegou muito tarde à festa e só comeu os restos do buffet: em 2008, quase toda a gente que via cinema com alguma frequência estava bem familiarizada com o conceito do plot twist e isso, aliado à relativa previsibilidade da narrativa a partir do seu terço final, retira 75% do efeito pretendido. Em vez de o público abrir a boca de espanto e dizer «o quê?!», tivemos casais na sala que diziam um para o outro «estás a ver como eu tinha razão?» Se tivesse sido feito e lançado em 2000 ou 2001, este filme teria sido um êxito. Em 2008, saiu da traseira da linha de partida e viu na pole position "O Casamento de Rachel", que, ironia das ironias, também tinha Anne Hathaway no papel principal e era distribuído pela TriStar! Por saber que o filme romântico tinha hipóteses de dar à actriz um Óscar (e ela realmente foi nomeada pela primeira vez ao de Melhor Actriz), a distribuidora apostou fortemente no marketing e publicidade dele, dando os restos e a louça por lavar a "Passageiros"! E como um azar nunca vem só, a pouca publicidade feita vendeu-o como um thriller convencional de calafrios e não deu valor ao drama humano que é a alma do conceito! Só o DVD/Blu-ray lhe permitiram segunda vida.
TMDB
Filipe Manuel Neto
★ 7.0 / 10
**Um bom filme de mistério e suspense.** Claire Summer é uma psicóloga que ajuda as pessoas que atravessam situações de luto ou acidentes graves. No entanto, ao tentar ajudar um grupo de sobreviventes de um acidente de avião, ela envolve-se numa teia de mistérios que promete mudar a sua vida. Dirigido por Rodrigo García, tem roteiro de Ronnie Christensen e a participação de Anne Hathaway, Patrick Wilson e David Morse. Este filme não é um filme de terror, como muitas vezes é descrito. Eu pelo menos discordo dessa classificação. É um filme de mistério, que gira em torno de uma situação pouco clara e da psicologia das personagens, maduras e muito bem desenvolvidas. O filme apresenta situações interessantes e o final é verdadeiramente desconcertante mesmo para quem acompanhou o filme com atenção. Pode, no entanto, soar algo previsível para aqueles que já têm um conhecimento mais alargado de filmes semelhantes. Os actores foram muito bons mas o destaque é principalmente para Hathaway e Morse, dois artistas extraordinários que fizeram uma grande performance e deram às personagens um dramatismo absolutamente convincente. Hathaway brilha nas cenas em que se lembra do passado da sua personagem e fala sobre a solidão e o isolamento de uma vida quase inteiramente dedicada ao estudo e à carreira. A fotografia é muito interessante, apesar de ser um pouco fria e cinzenta. Os efeitos visuais e sonoros funcionam bem e não roubam o protagonismo à história ou ao desempenho dos actores. A banda sonora cumpre o seu papel sem ser surpreendente. Este é um filme que atrai facilmente o público, e só vai decepcionar, provavelmente, aqueles que procuram terror "a sério", digamos assim. Embora este não seja um filme brilhante ou a obra-prima de nenhum dos envolvidos, é bom à mesma, especialmente para aqueles que gostam de uma história misteriosa, um pouco alicerçada no ambiente e na construção gradual de suspense mas muito capaz de entreter bem o público.
TMDB
Palavras-chave
pilotpostcardcounselorlaundrymail
Links relacionados
Explorar acervo
Cinestia publica listas, reviews, acervo e trilhas sonoras para descoberta de filmes e séries.