
A grande alegria desta produção ao vivo de Otelo, da Staatsoper Unter den Linden de Berlim, é a direção de Daniel Barenboim. Desde o estrondoso início da música da tempestade até o acompanhamento cortante e perfurante do "Credo" de Iago, passando pela shimmering strings da "Canção do Salgueiro" de Desdemona, ele não deixa passar nenhum detalhe. Tudo funciona na mais alta intensidade e a orquestra segue seu ritmo como cola. É uma compensação necessária para as falhas da encenação: o coral sólido permanece impassível diante da tempestade e é dirigido para se movimentar em uníssono; a atuação (exceto a de Valeri Alexejev) é descompromissada, e a direção de vídeo de Alexandre Tarta é um tanto desajeitada. Ela não consegue fazer muito sentido na televisão com uma cena de abertura impenetravelmente escura, por exemplo, e não parece gostar de close-ups.
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