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ACERVO · Filme · 1963

Oito e Meio

8½

Prestes a rodar sua próxima obra, o cineasta Guido Anselmi ainda não tem idéia de como será o filme. Mergulhado em uma crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade.

Fonte: TMDB
* 8.1 (2,530)DramaItália · França
Diretores
Federico Fellini
Paises
Itália · França
Estudios
Cineriz · Francinex
Duração
139 min
Lancamento
14/02/1963
Pontuacao
8.1 / 10 (2,530)
Onde assistir
Carregando provedores…
Elenco
Marcello Mastroianni
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Guido Anselmi
Claudia Cardinale
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Claudia
Anouk Aimée
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Luisa Anselmi
Sandra Milo
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Carla
Rossella Falk
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Barbara Steele
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Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 3.0 / 10
**Fellini, desconstruído, improvisado e consagrado num filme que (não) agrada a todos.** Não sou um apreciador ou profundo conhecedor do cinema italiano, mas já ouvi falar de Federico Fellini, e sei que este filme é considerado como um dos melhores filmes deste director. Eu ainda não vi nenhum dos filmes dele: este foi o primeiro. E sinceramente, eu não entendo bem tal fascínio: o filme é caótico! Acho que, a não ser que se seja um entendido em cinema, a vasta maioria das pessoas que viu o filme não o entendeu, mas depois disse que é tudo muito bom só para não ser alvo de críticas. Ainda bem que me estou nas tintas para o que os outros pensam de mim… Fellini estava sem grandes ideias e a produção começou a trabalhar sem sequer ter ideia daquilo que o director ia fazer. Nem ele sabia! Estava prestes a desistir quando a luz lhe surgiu: fazer um filme um pouco autobiográfico sobre um cineasta em crise, que tinha de fazer o filme devido aos compromissos do estúdio, mas não sabia que filme queria fazer. Reconheçamos: foi uma excelente ideia, ainda que tenha resultado num filme um pouco complicado e desconexo demais. Ao longo de mais de duas horas, vemos cenas e situações em que o director espelhou na personagem principal muito sobre si: as questões complicadas com uma fé católica restritiva e julgadora, fortes conflitos morais, uma infância rebelde, a omnipresença no filme de impactantes figuras femininas (a mãe, a esposa, os objectos de desejo)… tudo se compõe como um delírio do cineasta vazio de ideias. Para a época, isto foi bastante inovador, mas observando bem hoje, não faz muito sentido e é mais cansativo do que realmente interessante. Tecnicamente, o filme é excelente. A banda sonora, da autoria de Nino Rota, é bastante atmosférica; a cinematografia, com os enquadramentos, as diferenças de plano e nitidez, é uma autêntica lição dada por um mestre. A escolha dos locais de filmagem e cenários é criteriosa. Marcello Mastroianni e Claúdia Cardinale são os actores mais marcantes do filme, mas ambos têm trabalhos melhores noutros filmes e não sinto que valha a pena ver este filme por causa deles. Mas o que me cansou mesmo foi a artificialidade forçada dos diálogos dobrados: Fellini gostava de filmar com barulho (é como aquela categoria de estudantes universitários que gosta de estudar em cafetarias muito movimentadas), e como os actores muitas vezes improvisavam as falas em cima de um esboço da cena que lhes era dado no momento, os diálogos eram dobrados e arranjados em pós-produção. O resultado é surrealmente estranho e artificial, com o movimento da boca a não condizer com o que nós estamos a ouvir. Sim, este é um dos grandes trabalhos do cinema italiano, isso é pacífico e ao vermos estes pontos analisados compreendemos melhor o porquê. Mas não é o tipo de filme que o público geral queira ver e acabou por ficar para uma elite intelectualista e hermética, que gosta de tratar o cinema como uma coisa sua, com um tipo de saber quase místico que não pode passar para qualquer mortal. Não me importo com isso, nem com aquilo que me possam chamar: filmes assim são bons para dormir.
TMDB
Palavras-chave
dying and deathadulterydepressionindividualunsociabilityscreenplaysuicide attemptmissilescapegoatmovie business
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