
O ditado popular diz que uma desgraça nunca vem só. O vilarejo de Estrela está ameaçado pelas águas da nova barragem de Alqueva. Ele se tornará uma "ilha". Mas, como uma desgraça nunca vem só, as vidas dos moradores deste pequeno vilarejo montanhoso são mudadas pela morte de Adriano. "Para criar, destruí-me a mim mesmo; tenho tanto exteriorizado dentro de mim que dentro de mim só existo para fora. Sou a cena viva onde vários atores representam várias peças." (do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa), como Adriano gostava de citar. Ele cometeu suicídio no dia da festa do vilarejo, enforcando-se na praça principal. Para Adriano, a praça principal do vilarejo sempre foi o centro do mundo. Adriano se sentia cercado, deprimido, incapaz de escapar do seu destino. "Ninguém pode deter um homem que viaja com o suicídio no bolso" Adriano repetia para Lisete, sempre até o ponto do cansaço.
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