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ACERVO · Filme · 1994

O Poder da Sedução

The Last Seduction

Um escaldante thriller num filme noir sobre uma sensual jovem traficante de drogas que deixa seu marido para uma vida de crime, sexo e chantagem.

Fonte: TMDB
* 6.8 (428)CrimeDramaRomanceSuspenseEstados Unidos
Diretores
John Dahl
Paises
Estados Unidos
Estudios
ITC Entertainment
Duração
110 min
Classificação etária
R(EUA — 17 anos)
Lancamento
26/05/1994
Pontuacao
6.8 / 10 (428)

Premiações e indicações

  • Nomeada — BAFTA - Melhor Atriz
  • Nomeada — Chicago Film Critics Association Awards
  • Vence — Cognac Festival du Film Policier
  • Directors Guild of America — Cognac Festival du Film Policier
  • Nomeado — Cognac Festival du Film Policier
  • Edgar Allan Poe Awards — Cognac Festival du Film Policier
  • Independent Spirit Awards — Cognac Festival du Film Policier
  • Vencedor do Cognac Festival du Film Policier de Linda Fiorentino
  • Vencedor do London Film Critics Circle Awards de Linda Fiorentino
  • Mystfest — London Film Critics Circle Awards
  • Nomeado — London Film Critics Circle Awards
  • Vencedor do London Film Critics Circle Awards de Prêmio NBR - Melhor Filme de TV
Onde assistir
Carregando provedores…
Elenco
Linda Fiorentino
Linda Fiorentino
Bridget Gregory
Peter Berg
Peter Berg
Mike Swale
Bill Pullman
Bill Pullman
Clay Gregory
Bill Nunn
Bill Nunn
Harlan
J.T. Walsh
J.T. Walsh
Frank Griffith
Dean Norris
Dean Norris
Shep
Herb Mitchell
Herb Mitchell
Bob Trotter
Michael Raysses
Michael Raysses
Phone Sales Rep.
Zack Phifer
Zack Phifer
Gas Station Attendant
Brien Varady
Brien Varady
Chris
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 8.0 / 10
**Um incrível filme neo-noir, com toques de comédia satírica e carregado de uma sensualidade provocante.** Há muitos filmes que giram em torno de mulheres fatais, que usam a sensualidade e a sedução para fins obscuros. Na verdade, até há mulheres na vida real que o fazem com habilidade. No filme que temos diante de nós, iremos enfrentar talvez uma das mais perversas e diabólicas mentes femininas que o cinema já conheceu. De facto, não me ocorrem outros adjectivos para Bridget Gregory, uma mulher que parece angelical e o tipo de esposa que a nossa mãezinha sempre sonhou para nós, até que vemos o seu lado negro. O filme elabora uma teia de intrigas e malícia onde Bridget é a personagem principal, a aranha no meio da teia, pronta para devorar as suas presas masculinas. Ela era casada com um sujeito que trafica medicamentos, mas resolve fugir e levar com ela uma enorme quantidade de dinheiro de tráfico, o que enfurece o marido dela (e qualquer marido, penso eu). Ela esconde-se numa cidadezinha pequena onde decide fixar-se sem dar nas vistas. Conhece Mike Swale e rapidamente se envolve com ele, a ponto de o convencer a matar o marido… sem que ele saiba que ele é, de facto, o marido dela. O sucesso do filme assenta largamente num roteiro muito bem escrito, de Steve Barancik, e na direcção muito inteligente de John Dahl. Algumas cenas, como a cena do bar onde Mike tenta seduzir Bridget e acaba seduzido por ela, são verdadeiramente antológicas, e apesar de este nem ser um filme muito explicito (alguns filmes de adolescentes mostram muito mais pele do que este filme), brinda-nos com algumas das mais perversas e quentes cenas de sexo do cinema (do cinema comercial normal, não estou a ter em conta os filmes pornográficos), não tanto pelo que mostra mas pela intensidade, beleza e empenho dos actores. No meio do elenco só um nome se destaca e é em torno dele que todo o filme se constrói: Linda Fiorentino conseguiu, com este filme, o trabalho mais marcante de toda a sua carreira. Ela é viciosamente perversa, cruel, cínica, malévola e altamente sedutora. A forma como ela se empenhou na personagem é quase palpável. Bill Pullman e Peter Berg também são ambos muito bons e interagem perfeitamente com Fiorentino, mas é mesmo ela quem carrega o protagonismo e faz o filme todo funcionar. Sendo um filme que é um neo-noir com toques de comédia satírica pelo meio, o aspecto técnico mais notável é claramente a cinematografia, que aproveita sabiamente a luz e sombra. Não é, todavia, um filme tão escuro como a maioria dos noir, nem tão sombrio na forma como aborda os temas. A comédia está lá, a sátira está presente e isso aligeira o ambiente, torna o filme mais divertido e menos denso. Os diálogos são incríveis e merecem toda a nossa atenção, bem como os cenários e a soberba banda sonora, de Joseph Vitarelli.
TMDB
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