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ACERVO · Filme · 2012

O Mestre

The Master

Um soldado, atormentado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, encontra em Lancaster o líder carismático de uma nova religião e se torna seu aprendiz. Porém, quando a seita toma proporções radicais, ele passa a questionar o guia espiritual.

Fonte: TMDB
* 7.1 (3,315)DramaEstados Unidos
Diretores
Paul Thomas Anderson
Paises
Estados Unidos
Estudios
Annapurna Pictures · Ghoulardi Film Company · JoAnne Sellar Productions
Duração
137 min
Classificação etária
14 anos
Lancamento
14/09/2012
Pontuacao
7.1 / 10 (3,315)
Onde assistir
Aluguel
Claro videoClaro video
Elenco
Joaquin Phoenix
Joaquin Phoenix
Freddie Quell
Philip Seymour Hoffman
Philip Seymour Hoffman
Lancaster Dodd
Amy Adams
Amy Adams
Peggy Dodd
Rami Malek
Rami Malek
Clark
Laura Dern
Laura Dern
Helen Sullivan
Jesse Plemons
Jesse Plemons
Val Dodd
Ambyr Childers
Ambyr Childers
Elizabeth Dodd
Madisen Beaty
Madisen Beaty
Doris Solstad
Kevin J. O'Connor
Kevin J. O'Connor
Bill White
Patty McCormack
Patty McCormack
Mildred Drummond
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 5.0 / 10
**É um filme para um nicho de público razoavelmente estreito e que tem um ritmo muito lento. Lento demais.** Sinceramente, esperava mais qualquer coisa neste filme. Uma certa faísca dramática forte que, realmente, justificasse o tempo despendido a vê-lo. Infelizmente parece que a única motivação para vermos o filme é a sua crítica à Igreja da Cientologia, uma crítica que, se lermos um pouco sobre a igreja e estivermos atentos, nem sequer chega a ser implícita, eles só mudam os nomes e alteram algumas coisas. Paul Thomas Anderson é um director respeitado, especialmente após os filmes “Magnolia” e “There Will Be Blood”. Não vou discutir isso, até porque não é um director com o qual eu esteja à vontade (penso que, contando já com este, vi apenas dois filmes dele). O que interessa é este filme, e aqui, o director fez um bom trabalho. Não é o melhor da sua carreira, há opções muito discutíveis especialmente ao nível da edição e do ritmo, mas é suficiente. O trabalho do elenco é ainda melhor. Joaquin Phoenix dá-nos um trabalho impecável, intenso e bastante dramático, ainda que seja totalmente ultrapassado pelo carisma de Philip Seymour Hoffman, uma escolha totalmente certeira para a personagem, que exigia não apenas carisma mas também capacidade de liderança, de afirmação e de autoridade. O actor, que nos deixou de modo súbito e bastante prematuro, foi aqui nomeado ao Óscar com muita justiça. Laura Dern e Amy Adams asseguram as principais presenças no feminino, e fazem-no com segurança, ainda que de modo mais discreto. A nível técnico, o filme tem alguns pontos muito bons e outros não tão bem desenvolvidos: se por um lado temos um excelente conjunto de cenários e figurinos, uma boa recriação dos períodos históricos e dos lugares, uma cinematografia excelente e um trabalho de filmagem invejável, temos também uma edição mal feita, incapaz de imprimir ao filme maior dramatismo e de lhe dar algum ritmo. Eu não sei se isso foi propositado ou não, o que eu sei é que o filme é fastidiosamente lento, enfadonho e aborrecido, com toneladas de diálogos de uma escrita algo coxa e muito tempo perdido pelo meio. Eu fiquei com a sensação que teria perfeitamente sido possível, na edição, cortar cerca de meia hora de filme sem alterar rigorosamente o sentido ou correr perigo de arruinar a história. E falar na edição leva-nos, invariavelmente, a falar no roteiro. Eu não sou e nunca fui membro da Igreja da Cientologia, portanto sinto-me livre para ver um filme que a critica abertamente, e também um filme que a critica de modo mais encapotado, como é o caso. O que o filme deixa claro é o peso do carisma de um grande líder para o crescimento de um culto, mas isso era algo que me parecia já suficientemente claro. Há aqui também algumas passagens em que o filme nos sugere que a Cientologia (tal como a “Causa”) é uma valente aldrabice, mas isso também é aparentemente consensual entre o público comum, e assenta até certo ponto em testemunhos de ex-membros da igreja. Independentemente disso, não é um filme que seja capaz de atrair as massas ao cinema, é tema para um nicho de pessoas já interessadas nele e não para o público geral. E isso condenou o filme a um tremendo fracasso financeiro, considerando o capital que a produção gastou nele.
TMDB
Palavras-chave
post-traumatic stress disorder (ptsd)sexual obsessionreligiondrifteralcoholichandjobpost warcult leaderscientologyreligious cult
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