Um policial disfarçado, Mark (Joel Edgerton) se infiltra em uma organização criminosa para investigar o assassinato de um menino de 12 anos, construindo uma amizade de confiança com o principal suspeito, Henry (Sean Harris), para ganhar sua confiança e conseguir uma confissão. Filme baseado em um caso real na Austrália envolvendo o caso de Daniel Morcombe.
Fonte: TMDB
* 6.2 (441)CrimeDramaSuspenseAustrália · Reino Unido
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E
Eduardo Barbosa
Dois desconhecidos se encontram durante uma viagem de ônibus. Eles começam uma amizade. Depois um deles oferece um trabalho para o outro e nesse ponto a história ganha corpo.
“Um policial disfarçado constrói uma forte conexão com um suspeito de assassinato para ganhar a confiança dele e conseguir uma confissão.”
Nenhum dos encontros da história é obra do acaso. Tudo é planejado por uma equipe de policiais que estão tentando descobrir a identidade de um assassino. Os métodos são arriscados e nada convencionais.
O desconhecido flerta com os enredos de filmes de espião nos quais um agente se infiltra em campo inimigo para obter informações sigilosas. Por isso o filme não utiliza clichês do cinema de serial killer. O policial que constrói uma amizade com o suspeito tem um filho. Em um filme de serial killer o comum seria o suspeito criar um vínculo com o pai e com a criança, isso aumenta o suspense, pois o pai ficaria tenso pela proximidade do filho com o criminoso. É o que acontece, por exemplo, em The good nurse (2022). Não é o que acontece aqui. Pois o filme não se vincula a esse subgênero do cinema policial.
O início parece um pouco confuso, mas é bem explicado no terceiro ato quando as cenas iniciais são explicadas.
A atuação de Sean Harris como o suspeito é magnífica. Joel Edgerton como o policial também está excelente. Uma dupla que entrega um trabalho de interpretação para fazer do filme uma das melhores obras do cinema policial deste ano.