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ACERVO · Filme · 1994

O Amor e a Fúria

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Um drama sobre uma família maori em Auckland, Nova Zelândia. Lee Tamahori conta a história da forte vontade de Beth Heke de manter sua família unida durante os períodos de desemprego e abuso de seu marido violento e alcoólatra.

Fonte: TMDB
* 7.4 (493)DramaNova Zelândia
Diretores
Lee Tamahori
Paises
Nova Zelândia
Estudios
Avalon Studios · New Zealand Film Commission · NZ on Air · Fish Entertainment
Duração
99 min
Classificação etária
R(EUA — 17 anos)
Lancamento
02/09/1994
Pontuacao
7.4 / 10 (493)
Onde assistir
Carregando provedores…
Elenco
Rena Owen
Rena Owen
Beth Heke
Temuera Morrison
Temuera Morrison
Jake Heke
Mamaengaroa Kerr-Bell
Mamaengaroa Kerr-Bell
Grace Heke
Julian Arahanga
Julian Arahanga
Nig Heke
Taungaroa Emile
Taungaroa Emile
Mark 'Boogie' Heke
Rachael Morris Jr.
Rachael Morris Jr.
Polly Heke
Joseph Kairau
Joseph Kairau
Huata Heke
Cliff Curtis
Cliff Curtis
Bully
Pete Smith
Pete Smith
Dooley
George Henare
George Henare
Bennett
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 10.0 / 10
**O poder e a importância das raízes culturais.** Este foi o primeiro filme neozelandês que vi, pelo menos até onde me recordo e tenho essa consciência. É um filme violento, com uma brutalidade crua que nos chocar por soar de modo autêntico. Violência doméstica? Violações de menores? Não é algo que só vemos no cinema. É algo que vemos num jornal. É isso que mais nos choca: sabermos que é algo real. E desde já deixo o aviso: há filmes violentos, mas este é realmente intenso e chocante… muito. O filme passa-se em Auckland, num subúrbio pobre construído pelo Estado para pessoas com rendimentos muito baixos. Ali vive uma população esmagadoramente Maori, aparentemente à margem da sociedade anglo-saxónica, branca e elegante. Este país deixou de ser uma colónia há muito, mas, como sucede em muitos lugares do mundo, a etnia dominante ainda é a dos descendentes dos europeus e há um certo racismo dominante. Em meio a isto, esta população Maori parece perdida, sem rumo em meio aos vícios e à criminalidade. Será assim a realidade? Não sei, mas uma breve pesquisa nalguns jornais neozelandeses indica que o problema é real. Lee Tamahori fez um bom trabalho ao impedir que este filme se transformasse numa coisa que não devia ser, isto é, um dramalhão choroso ou um manifesto anti-racista a que já nem se dá a merecida atenção. Ao invés, o director parte desta base e faz uma afirmação, contundente e sincera, da importância pela busca das raízes culturais e da maneira como isso muda a nossa maneira de ser e a nossa atitude na vida. Por que Jake Heke faz o que faz? Porque cortou todos os laços com a sua cultura e raízes após ter fugido com a esposa para se poder casar. Ao fazê-lo, refugiou-se na violência. Também os filhos viriam a sofrer com isso, e só um reencontro com as suas raízes lhes dá a orientação de vida que tanto necessitam, e que instintivamente procuram. O filme tem excelente cinematografia e visual. Pessoalmente, não gosto muito dos gráficos que foram usados para os créditos iniciais e para o final, acho que destoam do filme, mas é apenas a minha opinião. Discreto nos efeitos, na banda sonora e nos sons, é um filme que procura ser eficaz, mas discreto, para dar à história e aos actores todo o espaço para terem a nossa total atenção. Mesmo assim, vale a pena ver os cenários, particularmente a casa dos Heke e o carro depredado onde vive Toot, um jovem sem-abrigo. O filme tem uma excelente direcção, roteiro e cenários, mas nada disso iria funcionar bem sem actores competentes. Rena Owen preenche largamente este requisito com um trabalho digno de ser estudado pelos aspirantes a actores. A actriz é extraordinária, faz um trabalho tão bom que é pouco compreensível como o filme não foi considerado, pelo menos, para o Óscar de Melhor Actriz (será por não ter tido a tal semana em Los Angeles que a Academia exige?). O trabalho de Temuera Morrison e Mamaengaroa Kerr-Bell também merece uma nota de louvor.
TMDB
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