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ACERVO · Filme · 2012

O Amante da Rainha

En kongelig affære

Jovem rainha casada com rei insano começa a ter um caso extraconjugal com o médico da corte. Unidos, eles veem que compartilham as mesmas ideias a respeito do futuro de seu país e iniciam uma revolução.

Fonte: TMDB
* 7.3 (943)DramaHistóriaRomanceTchéquia · Dinamarca
Diretores
Nikolaj Arcel
Paises
Tchéquia · Dinamarca · Alemanha · Suécia
Estudios
Sirena Film · Zentropa Entertainments · DR · SVT · Film i Väst · Den Vestdanske Filmpulje
Duração
136 min
Classificação etária
14 anos
Lancamento
29/03/2012
Pontuacao
7.3 / 10 (943)

Premiações e indicações

  • Nomeado — Oscar
  • Nomeado — Globo de Ouro
  • Nomeado — Dallas-Fort Worth Film Critics Association Awards
  • Nomeado — Phoenix Film Critics Society Award
  • Vencedor do Phoenix Film Critics Society Award de Manon Rasmussen
  • Nomeado — Washington D.C. Area Film Critics Association Awards
  • Nomeado — Festival Internacional de Cinema de Berlim
  • Vencedor do Festival Internacional de Cinema de Berlim de Nikolaj Arcel and Rasmus Heisterberg
  • Vencedor do Festival Internacional de Cinema de Berlim de Mikkel Følsgaard
Onde assistir
Streaming
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Com anuncios
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Compra
Apple TV StoreApple TV StoreGoogle Play MoviesGoogle Play Movies
Elenco
Alicia Vikander
Alicia Vikander
Caroline Mathilde
Mads Mikkelsen
Mads Mikkelsen
Johann Friedrich Struensee
Mikkel Boe Følsgaard
Mikkel Boe Følsgaard
Christian VII
Trine Dyrholm
Trine Dyrholm
Juliane Marie
David Dencik
David Dencik
Ove Høegh-Guldberg
Thomas W. Gabrielsson
Thomas W. Gabrielsson
Schack Carl Rantzau
Cyron Melville
Cyron Melville
Enevold Brandt
Bent Mejding
Bent Mejding
J. H. E. Bernstoff
Harriet Walter
Harriet Walter
Augusta - Prinsesse af Wales
Laura Bro
Laura Bro
Louise von Plessen
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 6.0 / 10
**UM GRANDE DRAMA DE FUNDO HISTÓRICO QUE INVENTA UM GRANDE AMOR ENTRE DUAS FIGURAS HISTÓRICAS QUE DORMIRAM JUNTAS POR TODOS OS MOTIVOS MENOS O AMOR.** CRÍTICA QUE FIZ APÓS REVER O FILME. Este foi o primeiro filme dinamarquês que eu vi e fiquei bem impressionado com a qualidade do trabalho que aqui foi desenvolvido. Baseado em factos reais, o filme mostra o triângulo amoroso entre o rei Cristiano VII da Dinamarca, a esposa, rainha Carolina Matilde, e o médico da corte, o iluminista germânico Johann Friedrich Struensee. A situação é bem conhecida dos historiadores e o caso amoroso decorreu, sensivelmente, entre os anos de 1766 e 1772, quando a ala política da rainha-mãe conseguiu afastar o médico e nomear uma regência estável. Sendo uma página tão bem conhecida da história do país, é natural que tenha inspirado Nikolaj Arcel. Surgiu assim a ideia para um filme sobre o assunto, uma ideia que não era nova, mas que nenhum director do país levara a bom porto. Na verdade, o cinema dinamarquês nunca produzira um grande drama de época. Arcel começou a escrever o argumento com Rasmus Heisterberg, seu colaborador habitual. Por cerca de cinco anos, leram material historiográfico e literário sobre o tema, como o romance de 1999 “The Visit of the Royal Physician” e o drama erótico “Prinsesse af Blodet”, de Bodil S. Leth. Acontece que os direitos do primeiro livro tinham já sido vendidos e, para garantir que havia diferenças relevantes, preferiram contar a história da perspectiva da rainha, com o dinamismo e emoção de um romance recente onde ambição e desejo se misturam. Eles apresentaram o texto aos chefes da Zentropa Productions, estúdio onde trabalhavam, e convenceram-nos a financiar o filme com um orçamento de quase 8 milhões de dólares. Pouco habituados a produções desta escala, eles decidiram filmar nos Barrandov Studios, na República Checa, onde não só era mais barato, mas havia pessoal técnico habituado a trabalhar em grandes produções de período. No entanto, a logística enfrentou problemas devido à barreira linguística e cultural entre pessoal checo, alemão e dinamarquês. As filmagens aproveitaram o rigoroso Inverno, o que teve eco na cinematografia, onde o frio é palpável e se mistura a uma paleta de cores frias e cenários impessoais e sem vida. Para filmar cenas mais dramáticas usaram câmaras de mão para aumentar o impacto e emoção. E tratando-se de um filme de época baseado em eventos e personalidades históricas, tentaram asseverar um mínimo de verosimilhança histórica e fidelidade factual aproveitando a arquitectura barroca do país, visível na cidade velha de Doksany e no Castelo de Kromĕříž. Para a iluminação, recorreram à luz natural e a velas; os adereços, em particular os instrumentos médicos, são adequados, mas são os figurinos o ponto alto da recriação de época graças ao trabalho meticuloso de Manon Rasmussen, que criou trajes segundo a moda da época adequando texturas e cores à personalidade das personagens: assim, a rainha vai usando cores mais escuras à medida que se envolve no adultério. Apesar disso, a produção não foi capaz de recriar tudo. Era financeiramente impossível dar à corte o aspecto caótico e confuso que tinha, com centenas de pessoas a cruzarem-se nos salões e a quase total falta de privacidade. A cena inicial, com o porto e o navio, foi feita em CGI e envelheceu terrivelmente mal. Além do esforço de design de produção e figurino, o filme apresenta-nos bons actores num esforço credível e empenhado de interpretação. A jovem Alicia Vikander merece um louvor pela maneira como interpretou uma rainha jovem, carente e ingénua sem saber falar dinamarquês. A química física que estabeleceu com o parceiro, Mads Mikkelsen, é credível e intensa, criando no filme uma paixão arrebatadora onde todos são contra o casal. Falaremos disso mais tarde, mas o facto é que os actores trabalham bem juntos. Mikkelsen é excessivamente charmoso para a personagem, mas empenhou-se, aprendendo a andar a cavalo e dando ao médico a arrogância e petulância reconhecidas pelos contemporâneos. Quando vi o filme a primeira vez não fiquei impressionado, mas a minha avaliação do trabalho do actor foi melhorando à medida que eu lia mais sobre a figura histórica. O oposto aconteceu com a interpretação de Mikkel Boe Følsgaard, que deu vida ao rei, mas isso não é culpa do actor: ele fez o que lhe mandaram e a maneira como a personagem foi pensada funciona por nos dar um vilão simpático e humanizar a personagem. O problema é que suaviza MUITO a personalidade do rei. De facto, o filme recebeu críticas negativas por diversos motivos: por ser longo demais para a trama que nos dá, por ser ritmicamente desigual. Porém, a maior crítica negativa que eu faço é a forma especulativa como o adultério da rainha foi tratado e a suavização da doença de Cristiano VII. Vamos por partes. Primeiro, o rei não era um tolo acriançado: na verdade, era um homem perigoso, violento, amoral, paranóico, autodestrutivo, o tipo de pessoa instável e brutal que dá medo ter por perto. Não há nada simpático nisso, por muito que isso seja fruto de uma doença e não de decisões conscientes. Segundo, o filme quer criar um grande amor proibido entre a rainha e o médico, mas ignora totalmente a trama política e as conveniências dela e dele! Struensee era apenas um intelectual arrogante de origens simples que subiu na vida graças a patronos e encontrou na carência da Rainha um veículo para o poder. Ele nunca a amou, ele usou-a para encetar, contra tudo e contra todos, a mais confusa e vertiginosa reforma política da Dinamarca, favorecendo as ambições de uma ala progressista à qual ele já pertencia! Amor? Só nos sonhos! Isto foi uma jogada política fria, calculada e que levou a um grave incidente diplomático entre Londres e Copenhaga quando Carolina Matilde foi definitivamente afastada da corte dinamarquesa. O que o filme faz é especular como um tablóide.
TMDB
Filipe Manuel Neto
★ 6.0 / 10
**Um bom filme europeu.** Com base em eventos verdadeiros, este filme retracta a vida e o casamento do rei dinamarquês Cristiano VII com a princesa britânica Carolina Matilde, e caso de amor dela com o médico da corte, o liberal Dr. Struensee. Dirigido por Nikolaj Arcel, este filme europeu, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, tem Alicia Vikander, Mads Mikkelsen e Mikkel Boe Følsgaard nos papéis principais. Os casamentos reais sempre foram fonte de controvérsia ao longo da história, misturando o romance e a política ou, na maioria das vezes, excluindo completamente o amor e dando origem a inúmeros casos extra-conjugais, com os filhos que resultavam deles. Este é um desses casos, o qual foi alimentado pela juventude e ingenuidade de uma rainha sonhadora e pela repulsa que desenvolveu pelo seu marido, um rei louco, dotado de um comportamento obsceno e repulsivo. Os actores cumpriram bem os seus papéis mas Alicia Vikander destacou-se ao longo do filme, conseguindo impressionar o público com os sonhos e ilusões da sua personagem, numa rota para destino trágico. Mikkel Boe Følsgaard também brilhou no papel do rei, mostrando-nos, graças a uma excelente interpretação, não apenas a sua loucura, mas principalmente um homem doente, perturbado, dividido entre os seus apetites incontroláveis ​​e os seus deveres como rei absoluto. Acima de tudo, Cristiano VII era um rei inocente, incapaz de se controlar, mas com um instinto que o inclina a tentar melhorar o seu reino e a vida dos seus súbditos (podemos ver isso, por exemplo, na forma algo cómica como ele reage à abundância de maus odores e estrume na cidade). Mads Mikkelsen também fez um excelente trabalho mas foi menos convincente no seu papel. Struensee parece mais interessado em mudar as leis do país do que em viver um romance com a rainha. A maneira como o actor construiu a personagem sofre de falta de paixão e de romance, principalmente na forma fria com que ele contracena com Vikander. Parece que Struensee dorme com a rainha por conveniência e não por realmente se ter apaixonado por ela. Os cenários são excelentes e podem perfeitamente situar a história no país e na corte. A banda sonora obedeceu bem ao seu papel e as melodias tristes que enchem o filme são verdadeiramente notáveis. Pessoalmente, não gostei do uso de efeitos CGI para mostrar, no início do filme, a chegada do navio da princesa à Dinamarca. Acho que essa cena, apesar de ser muito breve, está deslocada num filme que practicamente dispensou esse tipo de efeitos e recursos. Teria sido mais inteligente filmar um veleiro real, o que estaria mais de acordo com o resto do filme.
TMDB
Palavras-chave
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