**Longe de ser memorável, mostra o quanto Hitchcock evoluiu ao longo dos anos.**
Este é o típico filme *"who done it"*. Tudo gira em torno de um crime, a morte de uma mulher às mãos de uma outra, ou pelo menos é o que tudo indica. Na altura de decidir, e tendo em conta que a acusada iria receber a pena capital ou uma prisão perpétua, um dos jurados hesita... e nos dias a seguir ele realmente conduz a sua própria investigação, pouco convencido da culpabilidade dela.
Não há nada de novo ou original neste filme, onde Alfred Hitchcock traz para cinema algum material originalmente pensado para teatro, que dá origem a um esqueleto de roteiro que o director vai usar exaustivamente nos anos seguintes, em mais de um filme. É evidente desde o início que a acusada é inocente e que outra pessoa cometeu o crime. O elenco é na maioria composto por ilustres desconhecidos (para mim), com excepção do protagonista, Herbert Marshall. Ele é um bom actor, mas parece bastante fora da personagem aqui. Os restantes actores limitam-se a fazer o que têm de fazer.
Acredito que Hitchcock não tenha ficado com boas memórias deste filme. Comparado com outras obras de maturidade, nem parece uma obra dele, mas mostra claramente o quanto ele foi evoluindo como director e como cineasta.