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ACERVO · Filme · 2025

Amores Materialistas

Materialists

O lucrativo negócio de uma casamenteira se complica quando ela se envolve em um triângulo amoroso tóxico que ameaça seus clientes.

Fonte: TMDB
* 6.3 (1,312)DramaRomanceEstados Unidos · Finlândia
Diretores
Celine Song
Paises
Estados Unidos · Finlândia
Estudios
A24 · Killer Films · 2AM · IPR.VC · Access Entertainment
Duração
109 min
Classificação etária
14 anos
Temas SensíveisDrogas LícitasInappropriate Language
Lancamento
12/06/2025
Pontuacao
6.3 / 10 (1,312)
Onde assistir
Streaming
HBO MaxHBO MaxHBO Max Amazon ChannelHBO Max Amazon Channel
Compra
Apple TV StoreApple TV StoreAmazon VideoAmazon Video
Elenco
Dakota Johnson
Dakota Johnson
Lucy
Chris Evans
Chris Evans
John
Pedro Pascal
Pedro Pascal
Harry
Zoë Winters
Zoë Winters
Sophie
Marin Ireland
Marin Ireland
Violet
Dasha Nekrasova
Dasha Nekrasova
Daisy
Emmy Wheeler
Emmy Wheeler
Rose
Louisa Jacobson
Louisa Jacobson
Charlotte
Eddie Cahill
Eddie Cahill
Robert
Sawyer Spielberg
Sawyer Spielberg
Mason
Comentários

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…
Resenhas de usuarios
S
salgadobiah
Amores Materialistas é como a Caixa de Pandora: brilhante, chamativa, mas carregando dentro de si algo muito mais denso e sólido. Antes de escrever esta resenha, li alguns comentários e análises sobre o filme, o que me ajudou a amadurecer minhas próprias ideias. Entre eles, um em especial, publicado no TikTok por **Geovana Hávilla (@geovanahavilla)**, me chamou bastante atenção: > _Amores Materialistas não é sobre a escolha da Lucy, é sobre o capitalismo e tudo que o envolve: dinheiro, pressão estética para ascender socialmente, etarismo. Lucy, que sempre usou o materialismo como escudo, enfrenta a dificuldade de admitir que seus critérios não garantem felicidade. O filme mostra aquilo que Bauman teorizou: o amor virou mais um item de consumo na sociedade moderna, perdendo profundidade e estabilidade. Não é um filme perfeito, mas está longe de ser um clichê, é um filme que gera discussões necessárias e, por isso, eu achei incrível! Celine Song é uma diretora com visão única e “fora da caixa” para histórias de relacionamentos._ O que mais me marcou nesse comentário não foi apenas a forma como o filme aborda o capitalismo, mas a expressão **“gera discussões”**. De fato, a obra nos confronta com duas visões muito fortes: de um lado, a percepção de que o amor se tornou apenas mais uma engrenagem dentro do capital, algo padronizado e sufocado por expectativas sociais; de outro, a maneira como os personagens insistem em ignorar suas diferenças de perspectiva e de metas de vida em nome de um ideal romântico. Logo no início, vemos como o filme utiliza a necessidade humana de amor como motor do capital. Pessoas recorrem a uma casamenteira para ajudá-las a encontrar o “marido dos sonhos”, numa dinâmica que lembra o retrato do casamento arranjado em **Mulan (1998)**. Só que aqui o foco é outro: a sociedade que prioriza formas, aparências e padrões como requisitos para alcançar aquilo que mais desejam — o homem ou a mulher ideal. Mas, na mesma moeda, enxergamos como essas escolhas, moldadas pelo mercado e pela lógica do consumo, acabam por limitar e esgotar. Nesse ponto, é impossível não pensar em como as mulheres são ensinadas a aceitar menos — menos estabilidade, menos reciprocidade, menos segurança —, mesmo quando esse “menos” as esgota financeiramente e emocionalmente. Lucy encarna esse dilema: enquanto ele tem espaço para sonhar e planejar, ela é constantemente pressionada a ajustar seus desejos, seus gastos e até sua visão de futuro em prol do relacionamento. O amor, então, deixa de ser refúgio e passa a ser mais uma cobrança. Amores Materialistas não é apenas um filme sobre relacionamentos; é sobre como a desigualdade de expectativas e a lógica do consumo corroem até mesmo o que deveria ser afeto. É sobre como, muitas vezes, o amor é romantizado como suficiente, quando na verdade o peso de aceitar menos — sempre menos — recai sobre as mulheres.
TMDB
Palavras-chave
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