Inicialmente, estava bastante curioso com o conceito do filme, onde vemos um grupo de pré-adolescentes num acampamento com um suposto serial killer à solta. São muito poucos os filmes que arriscam colocar miúdos como protagonistas num cenário de terror, e essa decisão chamou-me a atenção pela sua irreverência.
Só que, com o tempo, a proposta inicial e o seu interesse foram perdendo forças. O filme começa a arrastar-se, torna-se aborrecido, e parece que está sempre prestes a acontecer alguma coisa, mas nunca acontece. E quando finalmente decide avançar, o que surge é tudo demasiado genérico, sem grande impacto. Ainda assim, há espaço para um plot twist que me apanhou de surpresa, mesmo que não me tenha convencido por completo. A ideia é interessante, só que a forma como foi explorada ficou muito aquém e levou-me a acentuar o sentimento de que Marshmallow não se assume como nada. Não chega a ser terror, não mergulha na ficção científica, não constrói um verdadeiro drama.
A parte mais interessante, sem dúvida, foi outro twist que ocorre nos últimos 2 minutos. (SPOILER) E honestamente, se fosse eu a escrever ou a realizar o filme, teria seguido por outro caminho. Teria antecipado aquele twist final para o meio do filme e desenvolveria a 2ª parte do filme a partir dessa idea, tentando trazer um resultado mais perturbador e violento. (FIM DO SPOILER)
Marshmallow até pode agradar a muita gente. Há ali uma ideia que tem potencial e imagino que alguns espectadores vão adorar o tom e a forma como o mistério se desenrola. Mas para mim, ficou longe de me marcar, na verdade, até adormeci por quase 4 minutos. Mas está tudo bem, pois o cinema é isto: uma forma de arte criada para ser vivida de formas diferentes.