
Vesna parece imune aos conflitos armados em sua terra natal, a Iugoslávia, e leva uma vida despreocupada. No entanto, essa atitude pode ser uma forma de negação, cujas causas precisam ser exploradas. Sua visita a Budapeste e o possível reencontro com sua verdadeira identidade, embora reprimida, lhe traz um breve momento de felicidade. No dia seguinte, a realidade volta a lhe atingir. Ela é retirada do trem e, sem passaporte ou visto austríaco válidos, é obrigada a assumir uma nova identidade. Apesar da inutilidade de seu esforço, ela se recusa a fazer qualquer declaração sobre si mesma enquanto está presa. No final, resta apenas a lembrança de um breve sentimento de sucesso emocional ao adiar o curso dos eventos. A sugestão é considerar uma negação enquanto estiver em uma condição de apátrida.
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