**Para um despretensioso filme de baixo orçamento, revelou-se muito eficaz, inteligente, e bem feito.**
Neste filme, um grupo de três jovens que vivem juntos (um casal e um amigo solteiro que vive na casa) descobre que o vizinho da casa em frente, um senhor idoso, desapareceu há alguns dias e ninguém sabe dele. Ao investigarem, descobrem uma grande máquina no meio da sala, e uma grande colecção de fotos da sala da casa deles, tirada por aquela misteriosa máquina que, para espanto do grupo, tira fotos um dia antes de as mesmas acontecerem. Receosos de interferirem com o futuro, decidem imitar as fotos, garantindo que nenhum mal lhes acontece, e temendo que o idoso inventor tenha sido vítima de qualquer tentativa de alteração do futuro. Mas tudo se vai complicar quando eles começam a usar a máquina para ganhar dinheiro extra.
O filme é bastante bom, e a história labora em cima de um roteiro inteligente e bem escrito, que nos garante uma hora e meia de bom cinema, ainda que não totalmente livre de previsibilidades ou situações cliché (como a situação de traição amorosa entre os três amigos, que já se sabia de certeza que ia acontecer). Para um filme de baixo orçamento e elevada criatividade, o resultado é bastante positivo.
O elenco reduzido é habilmente liderado pelo trio Matt O’Leary, Danielle Panabaker e George Finn. Os três actores parecem ter um bom entrosamento fora das câmaras, o que se traduz num trabalho conjunto mais harmonioso e eficiente. O filme conta ainda com outros actores, como Amin Joseph ou Jason Spisak, mas são os três actores centrais que suportam a trama toda.
A nível técnico, o filme é bastante limitado pelo seu orçamento, mas o que foi feito está muito bem, e há um cuidado na execução técnica do filme. A cinematografia é bastante boa e todo o trabalho de efeitos visuais e especiais foi igualmente eficaz.