A franquia Jurassic Park marcou gerações com sua trilogia original, nos apresentando ao fascínio (e ao perigo) de trazer dinossauros de volta à vida. Anos depois, ganhamos uma nova leva de filmes com a trilogia Jurassic World, trazendo efeitos mais modernos e uma abordagem diferente. E agora, temos O Recomeço — um título que carrega promessas, nostalgia e, claro, muitos dinossauros.
Eu assisti sem esperar uma obra-prima. Na verdade, com esse tipo de filme já virando algo comum no mercado, que está começando a ficar saturado, fui mais pela experiência e pela curiosidade. No geral, achei o filme bem mediano, dentro do que eu imaginava. Dou nota 6,5.
É um filme leve, divertido, que arranca boas risadas e entrega aquele combo que todo fã de dinossauro ama: cenas grandiosas, monstros gigantes e uma pitada de adrenalina. Mas o roteiro falha em alguns pontos importantes, principalmente ao não explicar direito o motivo das novas mutações genéticas. Também senti falta de uma direção mais clara: o filme continua a trilogia anterior? Os humanos e dinossauros estão convivendo agora ou não? Ficou vago.
Outra coisa que deixou a desejar foi não mostrar o destino dos dinossauros jogados na ilha. Faltou contexto, pistas, e um fio condutor mais sólido. Porém, isso não chega a estragar a experiência. Ver essas criaturas enormes na tela do cinema continua sendo empolgante.
Um ponto super positivo foi o alívio cômico — o personagem interpretado por David Iacono foi ótimo. De verdade, ele conseguiu me fazer rir em vários momentos, e isso deu uma equilibrada muito boa no clima do filme.
Jurassic Park: O Recomeço é mais do mesmo? É. Mas é aquele “mais do mesmo” que a gente curte. Cheio de easter eggs, referências aos filmes anteriores e aquele sentimento gostoso de nostalgia. Espero que nos próximos filmes eles consigam amarrar melhor o roteiro, mas uma coisa é certa: ver dinossauros no cinema continua sendo uma experiência que vale a pena.