**Tentou ser original, o que é louvável, mas acabou por se revelar cansativo e por vezes irritante.**
Filmes sobre vampiros existem aos montes. Este, porém, é o primeiro “found footage”… e para ser sincero não estou particularmente impressionado. Longe de ser uma lufada de ar fresco num subgénero de terror desgastado, trouxe todos os defeitos de ambos os estilos de terror para um só filme.
Muito resumidamente, o filme é acerca da viagem de Derek Lee e Clif Prowse (adoro quando os actores têm o mesmo nome que as personagens, serão alter-egos? Freud certamente teria algo a dizer acerca disto) por terras europeias, tudo ao vivo através de um blogue. Porém, uma jovem misteriosa ataca-o em Paris e, depois disso, a sua saúde deteriora-se rapidamente. Acho que a condição que afecta Derek torna-se óbvia mais depressa para nós, que estamos a ver o filme, do que para o próprio, o que não deixa de ser irritante. Além disso, a inserção de filmagens nos créditos finais com eventos posteriores ao filme arruína o efeito pretendido pelo estilo “found footage”.
Recheado de um amadorismo gritante, o filme está carregado de falhas e problemas e o elenco é absolutamente uni-dimensional e esquecível. O melhor deste filme, sem dúvida, são os efeitos especiais e o CGI que imita queimaduras, vomitado, sangue, ferimentos e saltos impressionantes. Sim, todos nós já vimos muito melhor, mas se tivermos em conta o estilo e o orçamento deste filme, acho que houve um esforço consistente dos responsáveis e isso é digno de louvor. Mau ou bom, eles empenharam-se no filme que fizeram. Mesmo assim, é um filme cansativo e por vezes irritante.