Em 1979, quatro documentaristas americanos aventuraram-se na Amazónia para filmar tribos de indígenas. Meses mais tarde, o professor Harold Monroe parte numa missão de resgate para tentar encontrá-los. Entre alguns vestígios perdidos, ele encontra um filme que revela o terrível destino dos cineastas desaparecidos.
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 1.0 / 10
**Doentio.**
Este filme é outra experiência cinematográfica doentia de proveniência italiana. Considerado por muitos o filme mais infame já feito, é um mau exemplo para o cinema internacional pois mostra, virtualmente, tudo que um filme de qualidade nunca devia mostrar.
O enredo é simples: após o desaparecimento de uma equipa de filmagem de um documentário numa área remota da Floresta Amazónica, um especialista é enviado para descobrir o que aconteceu. No entanto, a região é habitada por tribos canibais. Portanto, o filme mistura um pouco o estilo "found-footage" com o "mockumentary". O director, Ruggero Deodato, focou no realismo ao ponto de ser preso por acusações que variavam de depravação a homicídio qualificado (só foi salvo da prisão perpétua quando os actores, supostamente mortos no filme, foram ao tribunal, vivos e de boa saúde).
Então, o filme não é para todos e não é aquele tipo de filme que você mostra à sua namorada ou mãe. As mortes foram encenadas, mas com extremo realismo gráfico, o que inclui cenas de execuções reais inseridas no filme. Além disso, vários animais foram mortos durante as filmagens (onde estavam os tipos do Greenpeace?) e isso também é muito mau.
Há algum talento aqui, especialmente na maquilhagem, na decoração e idealização dos cenários e outras questões técnicas. Mas você vai ficar tão enojado e revoltado com o filme que não será capaz de ver isso.