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ACERVO · Filme · 2002

Frida

Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ele teve um agitado casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de várias outras mulheres.

Fonte: TMDB
* 7.4 (2,180)DramaRomanceEstados Unidos
Trilha sonora
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Diretores
Julie Taymor
Paises
Estados Unidos
Estudios
Miramax · Margaret Rose Perenchio Productions · Ventanarosa · Lionsgate
Duração
123 min
Classificação etária
14 anos
Lancamento
29/08/2002
Pontuacao
7.4 / 10 (2,180)

Premiações e indicações

  • Vencedor do Oscar 2003 de Melhor maquiagem
  • Vencedor do Oscar 2003 de Elliot Goldenthal
  • Indicado ao Oscar 2003 de Salma Hayek
  • Indicado ao Oscar 2003 de Felipe Fernández del Paso
  • Indicado ao Oscar 2003 de Julie Weiss
  • Indicado ao Oscar 2003 de Melhor canção original
  • Vencedor do Globo de Ouro 2003 de Elliot Goldenthal
  • Indicado ao Globo de Ouro 2003 de Salma Hayek
  • Vencedor do BAFTA 2003 de Melhor maquiagem e caracterização
  • Indicado ao BAFTA 2003 de Salma Hayek
  • Indicado ao BAFTA 2003 de Julie Weiss
  • Indicado ao BAFTA 2003 de Alfred Molina
Onde assistir
Streaming
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Elenco
Salma Hayek Pinault
Salma Hayek Pinault
Frida Kahlo
Alfred Molina
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Diego Rivera
Mía Maestro
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Cristina Kahlo
Patricia Reyes Spíndola
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Matilde Kahlo
Edward Norton
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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 8.0 / 10
**Um bom filme biográfico sobre uma das maiores pintoras americanas do século XX.** Não sou um conhecedor profundo da pintura mexicana, mas acho que não estarei a dizer uma heresia se considerar Frida Kahlo a mais internacional e conhecida artista do país, a mais notável das pintoras mexicanas. Ela foi considerada uma surrealista, mas a própria não concordava muito com essa ideia porque não pintava sonhos. De facto, eu concordo com a artista: o que ela nos deixou, em telas poderosas e dramáticas, é o retracto da sua vida, e daquilo que viveu, sentiu e viu. As pinturas de Kahlo podem parecer simples. Ela não era uma pintora académica, saída de uma escola muito cara e elegante. Ela pintava com sentimento, com uma arte que era dela, não era uma cópia de outros, nem uma tentativa de seguir uma escola qualquer, ou um mestre qualquer. Pintava com simplicidade, com emoção e dramatismo, naquilo que nós podemos chamar de “estilo naïf”. Ela foi casada, numa relação muito tempestuosa, com o pintor Diego Rivera, mas, embora seja mais perfeito tecnicamente, ele não é tão bom quanto ela porque lhe falta em emoção e sinceridade o que lhe sobeja de activismo político. De facto, o que eu não gosto na arte de Rivera é a constante apologia às ideias comunistas. Arte e propaganda são coisas diferentes, embora harmonizáveis. O filme, dirigido de forma muito elegante e competente por Julie Taymor, convida-nos a conhecer a vida da artista desde a sua juventude até à sua morte. Começa pouco antes de ela sofrer o fatídico acidente de viação que a irá fragilizar para o resto da vida (algo que o filme não nos diz – e é pena – é que a artista tivera, ainda na infância, poliomielite). O filme concentra-se muito na relação dela com Diego Rivera e, depois, no caso amoroso breve que manteve com o exilado Leon Trotsky. Contudo, e como o filme deixa claro, a artista era bissexual e manteve relacionamentos extraconjugais diversos, com homens e mulheres, à semelhança do seu marido, que manteve uma variedade de amantes. Arrisco-me a dizer que este é um dos trabalho cinematográficos mais sólidos da carreira de Salma Hayek até ao momento. A actriz deu-nos uma interpretação poderosa, intensa e cheia de personalidade. Ao lado dela, Alfred Molina também nos dá um trabalho forte e carismático. Geoffrey Rush, um actor que dificilmente nos decepciona, não foi tão bom no papel do revolucionário russo caído em desgraça. Achei-o pouco convincente, e a relação amorosa com Kahlo soa artificial, mais como um capricho do que como uma atracção poderosa entre personagens. O filme tem ainda cameos de António Banderas, Edward Norton e outros, mas foram mal aproveitados e são acessórios. Tecnicamente, o destaque vai para a cinematografia, trabalhada com muita criatividade: não posso deixar de destacar, por exemplo, as cenas nas ruínas astecas, ou toda aquela cena onde Kahlo, ferida, é tratada no hospital, com uma animação gráfica que remete de modo directo para as pinturas da artista. A inserção das pinturas é muito bem executada, de modo que conseguimos perceber bem a articulação entre a arte de Kahlo e a sua vida pessoal. A banda sonora, com vários temas alusivos à música tradicional mexicana, faz um excelente trabalho, e a recriação das épocas históricas e ambientes também foi feita com grande cuidado e critério.
TMDB
Palavras-chave
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