Eu achei "Evidências do Amor" um filme regular, mas com qualidades que fazem a experiência valer a pena. O começo foi o trecho mais difícil para mim, principalmente por causa da atuação do Fábio Porchat, que nos primeiros minutos parecia estar interpretando mais a própria persona do que, de fato, construindo um personagem, o que atrapalhou um pouco minha imersão e tornou difícil dissociar o ator do papel; felizmente, isso melhora com o andamento da história, e depois o filme encontra um tom mais envolvente. O que mais me chamou atenção foi a mensagem: amar também é escutar, perceber o outro, admitir falhas e crescer emocionalmente. Nesse sentido, o filme acerta ao mostrar que o verdadeiro amor não se sustenta só na intensidade, na química ou na nostalgia, mas na capacidade de enxergar o outro com honestidade. Por isso, o final me pareceu especialmente interessante, porque o verdadeiro desfecho não é romântico, e sim emocional: eles deixam de ser prisioneiros da idealização. No fim, o sentido de Evidências do Amor está justamente nessa percepção de que amar não é só sentir, é saber ver, ouvir, reconhecer e mudar, ainda que isso venha tarde demais.
Eu dou uma nota 6/10.
Disponível na Netflix.