**Podia ter sido bom, se não fosse medíocre.**
Sempre gostei de filmes de terror, mas a verdade é que o terror não funciona neste filme. Não é um filme assustador nem sequer original ou marcante. Começa bem, desenvolve-se de forma agradável, há uma sensação de paranóia que nos faz realmente duvidar se aquela mulher está lúcida, ou pensar no que lhe terá acontecido na guerra. Porém, a partir do meio, o filme acaba por se estragar completamente graças a uma historieta absurda de troca de almas, como se os corpos humanos fossem fatos de vestir.
Eu não me sinto realmente com vontade de falar muito sobre o enredo. Basta-me, talvez, dizer que tudo começa com o regresso de uma médica militar que esteve no Oriente, e que volta ao lar, onde o marido é um pesquisador universitário que se especializou nas tradições e folclore da Polinésia. Contudo, ela começa a sentir-se mal, como se houvesse ali uma força opressiva. Nada disto é original, já vimos imensos filmes que começam destas mesmas premissas e que se desenvolveram de modo muito mais eficaz.
Tendo em conta as fraquezas do enredo e a deficiente direcção de Henk Pretorius, acho que é incorrecto exigir demasiado dos actores. Eles fizeram o que lhes foi possível fazer com aquilo que lhes foi dado para trabalhar, e há um esforço muito louvável da parte do elenco para elevar o nível do filme e fazer algo com valor. Infelizmente, não se fazem omeletes sem ovos, e todo o esforço esbarrou de frente com horríveis diálogos e situações. Jemima West merece um louvor pelo trabalho feito, assim como o jovem Harlym McMillan-Hunt. Christopher Dane e Rebecca Hansen também não fizeram um mau trabalho.
Tecnicamente, é um filme relativamente medíocre, sem grandes motivos de mérito. Há alguns bons efeitos visuais e especiais, e a primeira parte do filme funciona muito bem em termos de construção e gestão de ambiente e de suspense. Mas é apenas isso.