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ACERVO · Filme · 1961

El Cid

Filme épico sobre o lendário herói espanhol Rodrigo Diaz, "El Cid" para os seus seguidores, que, sem comprometer o seu rigoroso sentido de honra, consegue tomar a iniciativa e expulsar os mouros da Espanha cristã.

Fonte: TMDB
* 6.8 (301)AçãoDramaHistóriaGuerraItália · Espanha
Diretores
Anthony Mann
Paises
Itália · Espanha · Estados Unidos
Estudios
Samuel Bronston Productions · Dear Film · Aspa Films
Duração
182 min
Classificação etária
14 anos
Lancamento
24/10/1961
Pontuacao
6.8 / 10 (301)
Onde assistir
Streaming
LookeLookeOldflixOldflixLooke Amazon ChannelLooke Amazon Channel
Com anuncios
NetMoviesNetMovies
Elenco
Charlton Heston
Charlton Heston
El Cid Rodrigo de Vivar
Sophia Loren
Sophia Loren
Jimena
Raf Vallone
Raf Vallone
Count Ordóñez
Geneviève Page
Geneviève Page
Princess Urraca
John Fraser
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Prince Alfonso
Gary Raymond
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Prince Sancho
Hurd Hatfield
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Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 7.0 / 10
**Relativamente fiel à lenda de El Cid, escorrega nos aspectos técnicos, tem diálogos verdadeiramente horríveis e uma trama romântica insuportável.** Estava um pouco receoso acerca deste filme, confesso. Já conheço a forma como os filmes dos EUA retorcem a verdade histórica para fazer belas histórias que nunca existiram. Porém, o que este filme nos traz é uma história, romanceada claro, mas muito próxima da lenda original e do que terá realmente sido a vida de El Cid. De acordo com a história, Rodrigo Dias de Bivar foi um caudilho militar do período inicial da Reconquista. Para aqueles que não sabem ou que ainda não viram o filme, a Reconquista é um longo processo de cerca de 350 anos em que os cristãos vão recuperar o território conquistado pelos muçulmanos na Península Ibérica no ano de 711. Ao longo do processo, o reino cristão inicial das Astúrias irá dividir-se-á em vários reinos separados: Leão, Castela, Navarra, Aragão e Portugal, além do efémero reino galego e do condado da Catalunha. Quando o filme começa, os territórios cristãos estão agrupados sob a coroa de Fernando I de Leão, “o Magno”. Porém, quando este morre, o reino é dividido entre os seus cinco filhos (o filme mostra apenas três): Sancho II herdou Castela, Afonso VI herdou Leão; Garcia herdou a Galiza; Elvira herdou a cidade de Toro e Urraca herdou a cidade de Zamora. Passado muito pouco tempo, os irmãos entram em guerra, reclamando a totalidade da herança paterna. Tudo isto é mais do que um roteiro: faz parte da história de Espanha e de Portugal. É aqui que entra para a história Rodrigo Dias, um combatente honrado e tolerante a quem os muçulmanos intitularam “Sidi” ou “Cid” em sinal de respeito. Servidor e amigo de Sancho II, cai em desgraça com a vitória de Afonso VI, forçando mesmo Afonso a um juramento incómodo, que o filme nos mostra. A partir daqui, os relatos divergem e também o roteiro do filme: a verdade histórica diz-nos que Cid foi desterrado e se tornou numa espécie de mercenário, combatendo por fortuna, do lado dos cristãos ou do lado muçulmano. O filme prefere ocultar isto. Com o tempo, recrutou homens suficientes para formar um exército pessoal e formar um reino próprio na região de Aragão, a que uniu o reino de Valência por conquista, ali derrotando os Almorávidas, facção muçulmana poderosa que invadiu a península e quis reunificar o poder muçulmano, entregue a principados independentes chamados taifas. Actualmente, os seus restos mortais repousam na Catedral de Burgos e é considerado um dos grandes heróis de Espanha. Pessoalmente, não tenho muito a apontar ao roteiro ou à forma como o filme mostra as suas personagens. Acho que deviam ter mostrado os filhos do rei Fernando I que faltam aqui, e que a relação de amizade entre Sancho II e El Cid é pouco explorada. Mas o que mais me irritou foram os diálogos terrivelmente maus, excessivamente teatrais e por vezes parvos, além da péssima dicção dos actores, que não são capazes de pronunciar correctamente termos de raiz hispânica (Jimena soa como “Ximeine” e Bivar parece-se com “Vevar”). Custa realmente ouvir os actores deste filme! Outro problema são as excessivas três horas de duração, talvez fruto do mau trabalho de edição e pós-produção: o enredo corre lindamente na primeira hora e meia de filme mas depois enreda-se em avanços e recuos confusos, com cenas que parecem estar fora do lugar. O elenco é liderado por dois actores de grande mérito: Charlton Heston e Sophia Loren. Eles são bons quando separados: Heston é um dos grandes actores épicos do seu tempo, tem um carisma inegável e estava totalmente confortável com o papel que lhe foi dado; Loren também parece estar bastante à vontade com a personagem dela. O pior é quando ambos se juntam e tentam funcionar como par romântico… a química é tão negativa que até senti frio, e as cenas românticas de ambos são as mais insuportáveis do filme. No elenco secundário podemos ver ainda participações bastante satisfatórias de Raf Vallone, John Fraser, Gary Raymond e Douglas Wilmer. Não gostei da participação de Geneviève Page, a forma como ela agia nunca me pareceu credível, e o facto de ser tão absolutamente loira combina muito pouco com uma princesa hispânica. Tecnicamente, é um filme grandioso em todos os aspectos, e tudo nele grita a palavra “épico” bastante alto. A cinematografia e o tecnicolor parecem bons, embora por vezes pareça usar demasiada luz. Os cenários e figurinos parecem incríveis visualmente, mas são seguramente pouco realistas do ponto de vista histórico: muitas das armas e armaduras usadas no filme só surgirão em períodos mais tardios da Idade Média, por exemplo, e os castelos mostrados são também claramente obras dos séculos XIV e XV. As cenas de acção e de batalha são óptimas e foram lindamente encenadas com todos aqueles figurinos e muito empenho e dedicação por parte da produção. A banda sonora, da autoria do mestre Miklós Rózsa, é grandiosa e fica no ouvido.
TMDB
Palavras-chave
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