**Um dos filmes mais marcantes da década de Noventa.**
Este filme mostra-nos Eduardo, um humanóide criado por um cientista que morreu antes que ele pudesse terminar sua criação. Por isso, Edward tem grandes tesouras em vez de dedos e uma aparência estranha, quase industrial. Mas ele acaba por ser encontrado, em meio às ruínas da mansão onde foi criado, e levado para um bairro suburbano vizinho, onde a vida é sempre igual, feita de aparências de perfeição. Dirigido por Tim Burton, tem um roteiro de Caroline Thompson e conta com a participação de Johnny Depp e Winona Ryder.
Este filme é um conto de Natal moderno e, durante uma década, foi muito transmitido em televisão por volta dessa época do ano. A história é bonita e emocionante, e faz-nos pensar em questões como o direito a ser diferente, a diferença entre ser e apenas parecer ou ainda a importância exagerada que damos às aparências e a pouca importância que damos ao que é genuíno. Podemos até revisitar Rousseau e questionar-mo-nos até que ponto pode a nossa sociedade corromper algo naturalmente bom.
Apesar de geralmente ter uma classificação parental acessível às crianças, o filme parece ter sido pensado para públicos a partir da adolescência. O elenco faz um trabalho razoável mas não surpreendente, excepto Johnny Depp e Winona Ryder, o duo de actores principais e que tiveram, neste filme, a sua primeira grande oportunidade de brilhar. Foi ainda com este filme que Depp inaugurou a sua longa e frutuosa parceria com Burton, a qual dura até hoje. A fotografia e efeitos visuais são muito bons. Os conjuntos e figurinos são interessantes, ajudando a transmitir a mensagem do filme. A banda sonora, marcada pelo tema principal, foi composta por Danny Elfman. Com efeito, o tema principal permaneceu na memória do público pela sua beleza e magia, tornando-se numa das mais belas peças musicais feitas para o cinema.