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ACERVO · Filme · 2016

Negação

Denial

A luta legal da escritora Deborah E. Lipstadt (Rachel Weisz) para provar uma verdade histórica contra David Irving (Timothy Spall), que a acusa de difamação por declarar que ele não acredita na existência do Holocausto.

Fonte: TMDB
* 6.8 (704)DramaHistóriaReino Unido · Estados Unidos
Trilha sonora
YouTubeGoogle
Diretores
Mick Jackson
Paises
Reino Unido · Estados Unidos
Estudios
BBC Film · Participant · Krasnoff / Foster Entertainment · Shoebox Films
Duração
110 min
Classificação etária
12 anos
Lancamento
30/09/2016
Pontuacao
6.8 / 10 (704)

Premiações e indicações

  • Melhor Filme Britânico : 2017
Onde assistir
Aluguel
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Compra
Apple TV StoreApple TV StoreAmazon VideoAmazon VideoGoogle Play MoviesGoogle Play Movies
Elenco
Rachel Weisz
Rachel Weisz
Deborah Lipstadt
Tom Wilkinson
Tom Wilkinson
Richard Rampton
Timothy Spall
Timothy Spall
David Irving
Andrew Scott
Andrew Scott
Anthony Julius
Jack Lowden
Jack Lowden
James Libson
Caren Pistorius
Caren Pistorius
Laura Tyler
Alex Jennings
Alex Jennings
Sir Charles Gray
Harriet Walter
Harriet Walter
Vera Reich
Mark Gatiss
Mark Gatiss
Professor Robert Jan van Pelt
John Sessions
John Sessions
Prof. Richard Evans
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 7.0 / 10
**Um bom filme que nos ajuda a entender mais sobre o trabalho de um historiador.** Adorei o filme, vi-o agora há pouco, e fiquei verdadeiramente impressionado quando, ao ler alguma coisa para preparar adequadamente este texto, descobri que o julgamento foi real e as personagens correspondem a pessoas verdadeiras. Como já tive oportunidade de ir referindo noutros textos que fui escrevendo, eu sou historiador, e por isso mesmo este filme é particularmente importante para mim, salientando muito bem a importância que nós, profissionais da História, podemos ter para a interpretação rigorosa do passado. O tema do filme é o processo que David Irving, um auto-proclamado historiador britânico, moveu contra a historiadora norte-americana de origem judaica Deborah Lipstadt após a mesma publicar um livro onde atacava incisivamente as teses suportadas por Irving, nas quais este procurava desculpabilizar Hitler de qualquer responsabilidade no Holocausto, chegando inclusivamente a afirmar que nenhum judeu havia sido morto em Auschwitz e que não havia câmaras de gás para matar pessoas neste ou noutros campos de extermínio. Uma coisa que o filme não esclarece é que este processo surgiu algum tempo depois de o autor britânico ter sofrido outro tipo de represálias por causa das suas ideias, como por exemplo ser considerado “persona non grata” em países como a Áustria, onde minorar ou negar o Holocausto é criminalmente punível. O filme também não faz menção ao facto de que Irving continuou a negar o Holocausto e a defender Hitler conforme ia podendo, e que ainda hoje, de modo mais discreto, permanece um activo defensor destas ideias. Após ver o filme, a maior conclusão que retiro é a importância de ser sério e neutro como historiador. Muitas pessoas confundem tudo, inclusive colegas historiadores, e tendem a transformar-se em “juízes do passado”, dizendo que isto foi bom e aquilo foi condenável. O verdadeiro historiador não deve julgar o passado à luz da mentalidade corrente, mas à luz do que era sentido, vivido e conhecido naquela época, seja qual for. O historiador não é um juiz, é um analista que permite que os factos falem por si mesmos. Irving, para mim, não é digno de se intitular historiador, mas também tenho dificuldade em aceitar a forma como Lipstadt se posicionou: ela tem razão e o Holocausto é inegável, mas ela cometeu o erro de se deixar levar pelo coração, enquanto judia, quando devia ser tão desapaixonada e neutra quanto os seus advogados. Eu, enquanto historiador, procuro evitar temas que mexem com as minhas emoções. Se eu não consigo ser frio e neutro perante um tema, o melhor que eu posso fazer é chamar um colega capaz disso para me ajudar no trabalho. Ser parcial não é a mesma coisa que ser desonesto, mas não deixa de ser um desserviço à História enquanto ciência. O filme não é memorável: a nível de valores de produção está totalmente dentro do padrão genérico para um filme bom, sem erros gritantes nem grandes notas artísticas. É apenas uma boa peça de entretenimento que cumpre o que promete e nos permite passar algum tempo ocioso com qualidade e de modo produtivo. Para o público internacional, o filme precisa de explicar um pouco o funcionamento da mecânica processual inglesa, mas não senti grandes dificuldades em entender como tudo se processou ali. O que fica deste filme é a sólida interpretação do elenco, carregado de grandes actores. Nenhum deles nos deixa má impressão. Timothy Spall é adequadamente desprezível e dá à sua personagem todos os tiques que precisamos para sentir asco dela; Rachel Weisz é convincentemente forte e emotiva no seu papel, dando-nos uma heroína romântica fora do seu tempo; Andrew Scott dá um apoio muito feliz e Alex Jennings cumpre o seu papel discretamente, mas de modo eficaz e sincero. O destaque vai inteiramente para Tom Wilkinson, numa actuação notável pontuada por uma seriedade e oratória cheias de dignidade.
TMDB
Palavras-chave
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