**Pouco interessante.**
Este filme é o sétimo da franquia *Os Filhos da Terra* e foi lançado directamente em vídeo, e sem conhecer o grande ecrã. É um filme notoriamente fraco, e não consegue ser tão bom quanto o seu antecessor directo, que realmente me pareceu interessante.
A história deste filme gira, novamente, em torno de uma jovem adulta que viaja até uma área rural do Omaha, de modo a encontrar a sua avó, que vive sozinha. Ela descobre que a avó se mudou para um prédio decrépito e que vai ser demolido e, entretanto, desapareceu sem deixar rasto. O mistério adensa-se à medida que ela descobre que há várias crianças misteriosas e sombrias a rondar o prédio, que é circundado por um vasto milheiral, e que ela é a única que parece ver as crianças. O filme revela também que a avó dela estava associada a um culto diabólico, e que é a única sobrevivente de um trágico suicídio colectivo que aconteceu naquele exacto local.
O filme não perde tempo a construir uma história. Somos imediatamente lançados na acção. A forma como tudo acontece é tão previsível quanto possível, e nada do que vai acontecendo nos surpreende verdadeiramente. Apesar disso, o filme consegue entreter e é curto o bastante para imprimir um ritmo rápido à história e acabar antes de verdadeiramente nos começar a cansar. As mortes são relativamente brandas e não há nada que verdadeiramente nos assuste. Em troca, o filme sabe explorar bastante bem o corpo atraente de algumas actrizes do elenco (Crystal Lowe em particular, com direito a algumas cenas em ‘topless’), o que não é propriamente um bónus, mas irá atrair as atenções de algum público masculino adolescente cheio de hormonas.
O elenco é sofrível e não creio que haja bons actores aqui. Claudette Mink é bastante boa para o papel principal e desembaraça-se satisfatoriamente da tarefa que tem em mãos, mas é a única actriz do filme a conseguir fazê-lo. Michael Ironside é péssimo e a personagem dele não serve para basicamente nada no filme, nem compreendo porque diabos ele aparece aqui e há outras personagens que aparecem tão pontualmente e fazem tão pouco que realmente me interrogo se não foram feitos grandes cortes ao filme na mesa de edição.
O filme realmente não tem valores de produção dignos de menção. Mesmo os efeitos especiais e sonoros são de baixa qualidade e a cinematografia é sofrível. Os cenários, com aquela casa em estado lastimoso e aquele mobiliário antigo e decadente por toda a parte, é talvez o aspecto técnico mais interessante aqui.