**Não vale a pena o esforço.**
Este filme é o quinto da franquia *Filhos da Terra* e foi lançado directamente em vídeo, sem conhecer o grande ecrã. Foi melhor assim, é o filme mais fraco da franquia até agora e não justifica a nossa atenção, a não ser que goste muito da franquia ou tenha curiosidade suficiente para o ver mesmo assim.
A história contada é ainda mais fraca e tem ainda mais problemas de lógica e de credibilidade do que os filmes anteriores, portanto nem tente ver o filme se não resistir à tentação de pensar muito acerca do que vai ver. Tudo acontece quando seis jovens universitários (aqui temos este filme a piscar o olho ao género dos filmes para adolescentes) vão espalhar as cinzas de um amigo entre um campo de milho. Porém, são apanhados e quatro deles acabam na casa de um homem que usa as crianças locais para organizar um culto diabólico em torno de uma divindade satânica. O que se segue é basicamente a luta dos jovens para salvarem as crianças.
Acredito que o filme dificilmente poderia ser pior do que é. Dirigido e escrito por Ethan Wiley, é um filme aborrecido, incapaz de surpreender ou sequer de nos suscitar o interesse, e foi difícil vê-lo até ao final e resistir à tentação de parar a meio. Não há nenhuma ligação substancial entre este filme e os antecessores, a não ser pelo uso dos milheirais e do culto diabólico. Não há surpresas nem reviravoltas, e tudo acontece como nós imaginamos que aconteceria. Nem as mortes foram particularmente interessantes desta vez.
O elenco tem alguns nomes sonantes envolvidos, mas o trabalho dramático é pobre e limita-se ao mais básico. David Carradine é o nome mais conhecido envolvido, mas a verdade é que ele nunca me pareceu um actor realmente bom, e este filme limita-se a confirmar essa opinião que eu já tinha. Ele é fraco e nunca parece estar realmente empenhado na personagem. Eva Mendes teve, neste filme, a sua estreia como actriz, mas limita-se a ser um par de peitos que fala. Fred Williamson também aparece neste filme, mas tem muito pouco para fazer.
O filme não tem características técnicas notáveis, muito pelo contrário. Concebido para vídeo, é um filme que carece de elementos cinemáticos e realmente cheira a “televisão”. Os efeitos especiais e visuais são fracos e raramente utilizados. Os cenários e figurinos são satisfatórios, mas desinteressantes. A cinematografia é televisiva, para dizer o mínimo.