**Bastante mais decente do que seria de esperar.**
O terceiro filme da franquia foi o último a ser lançado para o cinema e foi o último a ter alguma relação com o primeiro filme. A trama gira em torno de dois irmãos, provenientes de Gatlin, e que são adoptados por uma família de Chicago, onde vão começar uma nova vida em meio a um ambiente a que não estão habituados: a grande cidade.
Claro está… o filme está cheio de clichés, com um irmão a adaptar-se maravilhosamente à nova cidade e à nova vida urbana, e o outro irmão a permanecer agarrado aos costumes retrógrados e estranhos que trouxe do campo, e a tentar replicar a seita de Gatlin, com direito até a um novo campo de milho, cultivado nas ruínas de uma fábrica abandonada. Mas afora isso, o roteiro faz um trabalho bastante decente e o filme consegue funcionar razoavelmente. Pessoalmente, até achei muito boa a ideia de situar a história na cidade, e a ideia do campo de milho na fábrica foi original e fica bem integrada no resto da história. O final é intenso, porém um pouco estranho e a criatura medonha que surge do nada é um pouco histriónica e… inacreditável.
O elenco satisfaz as nossas expectativas e faz um trabalho decente, mas sem brilhantismo. Ron Melendez e Daniel Cerny fazem um trabalho bastante correcto e são os únicos actores a receber material de qualidade e a terem as suas personagens desenvolvidas. O elenco infantil está lá por necessidade, incluindo Charlize Theron, que é uma mera figurante aqui. No elenco adulto penso que merecem destaque Jim Metzler, Michael Ensign e Nancy Grahn.
Comparar este filme aos dois antecessores parece uma tarefa difícil, principalmente se tivermos em linha de conta o antecessor directo na franquia, que foi desastroso em quase tudo o que era possível sê-lo. Este filme tem aspectos técnicos muito mais aprimorados, e tem um visual mais cinemático do que “Sacrifício Final”. A cinematografia é bastante decente, está dentro do que se poderia esperar, e os cenários e figurinos também. Os efeitos especiais, todavia, são algo que varia muito ao longo do filme, com pequenos efeitos a serem brilhantemente executados, ao passo que outros, mais desafiadores e espectaculares, são pobres em comparação. É o caso, concretamente, do monstro, que parece uma marioneta. Não é um filme sangrento, mas tem uma série de cenas impressionantes.