**Decadente.**
Sequelas de bons filmes podem realmente ser um desastre... sequelas de filme que tendem a não ser tão bons têm mais probabilidades de ser um desastre. E é precisamente isso que temos aqui. Este filme começa onde o antecessor terminou: o massacre de Gatlin é descoberto e toma contornos públicos, com as autoridades a investigar.
Sinceramente, não sinto vontade de resumir o roteiro porque é verdadeiramente pobre, parece apenas um esqueleto, montado em cima do filme original, e que serve de base a cenas de mau terror, bastante aborrecidas e aparentemente mais concebidas para a TV do que para o grande ecrã. Tudo se passa noutra cidade, onde as crianças sobreviventes de Gatlin são acolhidas e vão começar a replicar os acontecimentos da sua cidade de origem, reerguendo a sua seita diabólica e recomeçando os assassinatos em massa. E tal como no primeiro filme, a solução virá daqueles que se opõem ao culto, e do filho de um jornalista que investiga Gatlin, e que não tem a melhor relação com o próprio pai (cliché). O filme tem um mau roteiro, pessimamente escrito e com imensas pontas soltas, como a ideia do mofo tóxico no milho, que fica pendente e solta no meio da trama, sem resultar em nada nem ter um desfecho conclusivo.
O elenco é mau e conta com algumas personagens estranhas ao âmbito do filme e que parecem ter sido encaixadas na trama recorrendo a marteladas. É o caso do indígena americano cheio de preocupações ambientais que vai ajudar os heróis da trama para morrer miseravelmente num sacrifício heróico. O elenco infantil é aborrecido e desinteressante, mas os adultos não são melhores, e o filme compensa o mau trabalho dramático com boas perspectivas do generoso decote de Christie Clark, ainda bastante gostosa nesta altura. Paul Scherrer não convence e só faz o que tem de fazer e Ryan Bollman parece um adolescente mimado com problemas sérios de afirmação e não uma ameaça letal credível.
Comparado ao primeiro filme, os aspectos técnicos sofrem uma evolução que, mesmo assim, não compensa a pobreza dramática e o roteiro decadente, nem tornam este filme merecedor da nossa atenção. A cinematografia parece muito televisiva, mas aproveita bem as cenas mais sangrentas do filme… que é bastante mais sangrento e visualmente chocante do que o original. Há bastante sangue, algumas mortes são realmente violentas e temos várias cenas de cadáveres em decomposição, que os efeitos especiais melhorados souberam tornar bastante realistas. No entanto, mesmo aqui há falhas e as cenas finais, onde vemos o monstro diabólico, são dignas do nosso riso ou, no mínimo, de um sorriso irónico.