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ACERVO · Filme · 1976

Carry

Carrie

Carrie, uma estudante do ensino médio torturada e deslocada, não se encaixa no seu ambiente, sem confiança em si mesma e sem amigos... e sem saber a extensão de seus poderes telecinéticos. Mas quando sua mãe psicótica e seus colegas de classe sádicos vão longe demais, a antes tímida adolescente se transforma em uma máquina descontrolada e, com a ajuda de seu "dom especial", faz o inferno desabar sobre eles em um frenesi de sangue, fogo e enxofre que a levará às profundezas do horror... e ainda mais além.

Fonte: TMDB
* 7.3 (4,332)TerrorSuspenseEstados Unidos
Trilha sonora
YouTubeGoogle
Diretores
Brian De Palma
Paises
Estados Unidos
Estudios
United Artists
Duração
98 min
Classificação etária
16 anos
Lancamento
03/11/1976
Pontuacao
7.3 / 10 (4,332)

Premiações e indicações

  • Indicado ao Oscar 1977 de Sissy Spacek
  • Indicado ao Oscar 1977 de Piper Laurie
  • Indicado ao Globo de Ouro Awards 1977 de Piper Laurie
  • Vencedor do Avoriaz Fantastic Film Festival 1977 de Brian de Palma
  • Indicado ao Avoriaz Fantastic Film Festival 1977 de Melhor filme
  • Indicado ao BAFTA 1976 de Sissy Spacek
  • Indicado ao BAFTA 1976 de Amy Irving
Onde assistir
Streaming
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Aluguel
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Compra
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Elenco
Sissy Spacek
Sissy Spacek
Carrie
Piper Laurie
Piper Laurie
Margaret White
Amy Irving
Amy Irving
Sue Snell
William Katt
William Katt
Tommy Ross
John Travolta
John Travolta
Billy Nolan
Nancy Allen
Nancy Allen
Chris Hargenson
Betty Buckley
Betty Buckley
Miss Collins
P. J. Soles
P. J. Soles
Norma
Priscilla Pointer
Priscilla Pointer
Mrs. Snell
Sydney Lassick
Sydney Lassick
Mr. Fromm
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 9.0 / 10
**Um clássico, de pleno direito.** Há alguns anos atrás, eu vi o remake moderno deste mesmo filme. Agora chegou finalmente a vez deste, que acabei de ver há poucos minutos. Feito em 1976, o filme tornou-se um clássico e sobreviveu muito bem ao teste do tempo. Na verdade, eu diria que é um daqueles filmes de terror antigo que qualquer apreciador do género tem obrigatoriamente de ver. Não me vou alongar muito a descrever a história, penso que é sobejamente conhecida. Foi inspirada num romance original de Stephen King (de acordo com as informações existentes aqui, o escritor gostou imenso deste filme, e chegou a considerar o final melhor do que aquele que tinha escrito originalmente), narra a história de Carrie White, uma jovem adolescente que é extremamente ingénua e que viveu toda a vida sob a supervisão da mãe, super-protectora e fanática religiosa, obcecada com o pecado da carne e a fraqueza do sexo feminino. Ela é alvo da chacota das colegas de escola e isso piora muito após ela entrar em pânico com a sua primeira menstruação, no balneário do ginásio. Ela simplesmente não sabia nada acerca do seu próprio corpo e da sexualidade porque a mãe estava segura de que uma mulher sem pecado (como a sua filha tinha obrigatoriamente de ser) nunca seria “maculada” pelo sangue que, para ela, era a marca do pecado original de Eva. Bem, as coisas pioram a partir daí, com Carrie a descobrir que tem poderes telecinéticos amplificados pelo medo ou raiva, e um final antológico num baile de finalistas que corre terrivelmente mal. O segredo do sucesso deste filme deve-se muito à personagem principal. Para nós, é claro que Carrie é uma vítima: vítima de uma mãe perversa e louca que a maltrata e exerce verdadeiro terror psicológico permanente; vítima de colegas de escola cínicas e egoístas que não pensam nunca nos motivos pelos quais ela se comporta daquela forma e nunca lhe dão chances de se integrar; e finalmente vítima de um poder mental extremamente raro e que ela não conhece bem nem sabe como controlar. Carrie nunca é verdadeiramente uma má pessoa, ou um ser perverso. Ela não tem prazer na dor alheia, ela é que está a sentir dor e sofrimento. Isso mexe connosco, provoca uma forte empatia com a personagem, que gostaríamos de ajudar. O modo como tudo termina parece cheio de uma justiça poética que também nos satisfaz, apesar de sentirmos por Carrie, e vermos que ela nunca será compreendida por ninguém. Sissy Spacek foi extraordinária no seu trabalho e obteve, neste filme, a sua grande obra como actriz. Apesar de ter continuado e ter feito outros filmes, é Carrie que imortaliza Spacek e faz dela uma actriz memorável. Ela imprimiu enorme profundidade psicológica e dramatismo à personagem, além de ter tido força para algumas cenas de nudez tão brutais, pela sua dureza, que outras actrizes com mais experiência seguramente as recusariam sem pensar duas vezes. O filme conta ainda com as participações de Piper Laurie (no papel da mãe de Carrie), Amy Irving e John Travolta. Dirigido por Brian De Palma, director reconhecido pelo espírito meticuloso e pela atenção aos detalhes, é um filme com bons valores de produção e um ritmo excelente, com tempo para tudo, sem pressas nem atropelos. A cinematografia merece um olhar atento com uma série de momentos verdadeiramente bem conseguidos, desde o uso das cores (o branco e o vermelho, como na noite do baile) ao trabalho da câmara (as cenas no baile, o caleidoscópio, o recurso pontual à divisão do ecrã), tudo foi extremamente pensado e feito com grande ponderação. Por mais de uma ocasião, o filme “pisca o olho” a Hitchcock, sendo o recurso mais evidente o famoso efeito sonoro do filme *Psico*, aqui aproveitado por De Palma. Os efeitos sonoros, visuais e especiais funcionaram perfeitamente, muito embora o incêndio na casa, na parte final do filme, torne bastante evidente que a casa é uma miniatura e não um prédio verdadeiro, bastando para isso uma certa noção de escala. Os figurinos também merecem um aplauso, enquadram-se perfeitamente no panorama geral. A banda sonora, de Pino Donaggio, é das mais bonitas do cinema clássico de terror. Verdadeiramente uma melodia magnífica e que fica no ouvido.
TMDB
Palavras-chave
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