**Boa sátira política.**
Há alguns filmes que quase parecem profecias. Neste filme, um comediante altamente popular aproveita a sua fama e notoriedade para criar uma plataforma de apoio, independente e muito alicerçada na Internet, através da qual se lança numa corrida eleitoral à Casa Branca.
O filme estreou em 2006, não é um dos mais conhecidos na filmografia de Robbin Williams, que deu vida ao protagonista, mas permanece muito pertinente e actual se tivermos em conta os mais recentes desenvolvimentos da política norte-americana e a eleição do actual presidente, Donald Trump. Tal como o protagonista deste filme, Trump não tinha qualquer experiência política anterior e usou toda a sua fama e notoriedade para chegar à presidência. Ambos são outsiders, que se candidatam de modo a agradar a quem está cansado dos políticos convencionais. Curioso, não?
Williams é bom no papel principal, que é basicamente a típico personagem cómica que o actor sabia fazer muito bem. Portanto, sem surpresas, ele sobressai e faz um trabalho muito bom. Atrás dele, podemos observar um elenco competente de actores coadjuvantes. Laura Linney é, talvez, a actriz cuja personagem está mais dentro de um perfil dramático. É em torno dela que gira uma conspiração visando impedir que um erro eleitoral se torne público e arruíne todas as perspectivas futuras de um grande empresa tecnológica. Christopher Walken, por sua vez, interpreta um inteligente assessor político com olho para o espectáculo.