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ACERVO · Filme · 1972

Cabaret

Berlim no início da década de 30. O nazismo fazia sua ascensão meteórica, mas a grande maioria das pessoas ainda não tinha noção do terrível poder que aquela força política se transformaria. Sally Bowles (Liza Minnelli), uma jovem americana que canta em um cabaré e sonha em ser tornar uma estrela, se apaixona por Brian Roberts (Michael York), que é bissexual. Ambos se envolvem com Maximillian von Heune (Helmut Griem), um rico e nobre alemão. Quando Sally fica grávida, Brian diz que quer casar e declara não se importar de quem seja o filho. Mas o futuro lhes reserva outro destino.

Fonte: TMDB
* 7.4 (976)DramaMúsicaRomanceAlemanha · Estados Unidos
Diretores
Bob Fosse
Paises
Alemanha · Estados Unidos
Estudios
Allied Artists Pictures · ABC Pictures · Bavaria Film
Duração
124 min
Classificação etária
PG(EUA — orientação parental)
Lancamento
13/02/1972
Pontuacao
7.4 / 10 (976)

Premiações e indicações

  • Nomeado — Oscar
  • Vencedor do Oscar de Bob Fosse
  • Vencedor do Oscar de Liza Minnelli
  • Vencedor do Oscar de Joel Grey
  • Vencedor do Oscar de Art Direction: Hans Jürgen Kiebach and Rolf Zehetbauer ; Set Decoration: Herbert Strabel
  • Vencedor do Oscar de Geoffrey Unsworth
  • Vencedor do Oscar de David Bretherton
  • Vencedor do Oscar de Ralph Burns
  • Vencedor do Oscar de Robert Knudson and David Hildyard
  • Vencedor do BAFTA (BAFTA) de Melhor Filme
  • Vencedor do BAFTA (BAFTA) de Bob Fosse
  • Vencedor do BAFTA (BAFTA) de Liza Minnelli
Onde assistir
Carregando provedores…
Elenco
Liza Minnelli
Liza Minnelli
Sally Bowles
Michael York
Michael York
Brian Roberts
Helmut Griem
Helmut Griem
Maximilian von Heune
Joel Grey
Joel Grey
Master of Ceremonies
Fritz Wepper
Fritz Wepper
Fritz Wendel
Marisa Berenson
Marisa Berenson
Natalia Landauer
Elisabeth Neumann-Viertel
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Fräulein Schneider
Helen Vita
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Fräulein Kost
Sigrid von Richthofen
Sigrid von Richthofen
Fräulein Mayr
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Gerd Vespermann
Bobby
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 3.0 / 10
**Com qualidades e muitos problemas, é um filme que prova que os Óscares não tornam os filmes imortais ou mais significativos.** Custa-me a crer como é que este filme dominou a cerimónia dos Óscares de 1972. Nessa noite, revelou-se um devorador de estatuetas em duelo mano a mano com “O Padrinho”, a obra maior de Coppola, levando oito prémios: Melhor Banda Sonora Original, Melhor Direcção de Arte, Melhor Som, Melhor Edição, Melhor Cinematografia, Melhor Director, Melhor Actriz (para Liza Minnelli) e Melhor Actor Secundário. Eu sei que muita gente gosta de tirar relevância aos Óscares e concordo com alguns dos seus argumentos, mas será um galardão a ter em conta enquanto for o mais prestigioso prémio cinematográfico do mundo. E convenhamos: oito Óscares é muito. Após ter visto o filme, contudo, fiquei a pensar que o filme, apesar das suas qualidades, venceu em categorias onde não teve um competidor à sua altura. O filme dá a Liza Minnelli tudo o que precisa para brilhar como uma estrela de primeira água, sendo que até aí ela quase não se podia chamar actriz: além de uns papéis menores, só fizera dois filmes e nenhum deixou memória relevante. Sem grande esforço e com tudo a ajudar, ela mostra-nos grande empenho, carisma e presença, dominando absolutamente a cena. Ela merece um aplauso e o trabalho dela torna o filme melhor. O filme conta ainda com a participação esforçada e empenhada de Joel Grey, como o apresentador do cabaré. O restante elenco é bem mais fraco, com alguns actores como Marisa Berenson e Michael York, a serem particularmente irritantes. Ambientado na Berlim dos anos Trinta, tem bons cenários e figurinos, conseguindo dar-nos o aroma da época e da decadência moral e desejo de fuga à realidade vivida nalgumas fatias da sociedade. O cabaré é, assim, uma bolha surreal onde a realidade não existe. Por isso mesmo, o filme falha na intenção de dar a ideia da crescente popularidade dos nazis. Como musical, é diferente de todos os que já vi. Num filme como “Mary Poppins”, por exemplo, a música acompanha a acção e a história não pára porque as personagens cantam e dançam ao invés de caminhar e falar. Aqui, as canções interrompem a acção e, por vezes, fazem-no de modo desagradável, como se fosse um intervalo. Para tornar as coisas mais difíceis, as canções são desinteressantes, feias e não ficam no ouvido. O filme contém alguma nudez e toca em temas difíceis (sexo, aborto, homossexualidade e preconceito), por isso é totalmente inadequado para crianças muito pequenas. O maior problema do filme é, para mim, a história que nos é contada e o facto de não ter uma única personagem capaz de suscitar alguma empatia. Sally, a personagem de Minelli, é uma criatura irresponsável, egocêntrica, fútil e tóxica em todos os aspectos, e a história contada é feia, é auto-indulgente, é excessivamente bizarra e parece desorganizada, muito confusa e desconexa, uma manta de retalhos surreal. Talvez isso explique por que, apesar dos prémios arrecadados e das qualidades mencionadas, este filme acabou por ser deixado no esquecimento, sendo desconhecido da maioria das pessoas que não o viu na época.
TMDB
Palavras-chave
berlin, germanynazientertainercabaretbisexualitymusicalbased on play or musicalhitler youthfireplacebased on short story
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