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ACERVO · Filme · 1995

Babe, o Porquinho Atrapalhado

Babe

A fazenda do Sr. Hoggett é um lugar quase perfeito, onde cada coisa ocupa o lugar certo. Até que nasce Babe, um leitãozinho que pensa que é um cachorro. E convence até o dono da fazenda, que o inscreve no Campeonato Nacional de Cães Pastores, com consequências imprevisíveis.

Fonte: TMDB
* 6.3 (3,126)ComédiaDramaFamíliaFantasiaAustrália · Estados Unidos
Diretores
Chris Noonan
Paises
Austrália · Estados Unidos
Estudios
Universal Pictures · Kennedy Miller Productions
Duração
89 min
Classificação etária
Livre
ViolênciaLinguagem Imprópria
Lancamento
18/07/1995
Pontuacao
6.3 / 10 (3,126)
Onde assistir
Streaming
GloboplayGloboplayTelecine Amazon ChannelTelecine Amazon Channel
Aluguel
Claro videoClaro videoApple TV StoreApple TV StoreAmazon VideoAmazon VideoGoogle Play MoviesGoogle Play Movies
Compra
Apple TV StoreApple TV StoreAmazon VideoAmazon VideoGoogle Play MoviesGoogle Play Movies
Elenco
Christine Cavanaugh
Christine Cavanaugh
Babe (voice)
Miriam Margolyes
Miriam Margolyes
Fly (voice)
Danny Mann
Danny Mann
Ferdinand (voice)
Hugo Weaving
Hugo Weaving
Rex (voice)
Miriam Flynn
Miriam Flynn
Maa (voice)
James Cromwell
James Cromwell
Farmer Hoggett
Magda Szubanski
Magda Szubanski
Esme Hoggett
Russi Taylor
Russi Taylor
Cat (voice)
Roscoe Lee Browne
Roscoe Lee Browne
Narrator (voice)
Evelyn Krape
Evelyn Krape
Old Ewe (voice)
Comentários

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Resenhas de usuarios
Filipe Manuel Neto
★ 10.0 / 10
**Absolutamente maravilhoso, e adequado para toda a família.** Normalmente, as pessoas encaram este filme como apenas mais um filme para crianças. Não é essa a minha opinião. É verdade que é um filme de fantasia, com animais que falam e que têm posturas e comportamentos humanos. No entanto, foi construído e desenvolvido de um modo que acaba por conseguir agradar bastante a adultos também. Perfeito para ser visto com toda a família, é uma presença assídua nas televisões, especialmente durante o Natal. O roteiro não podia ser mais delicioso: Babe é um porquinho bebé que, no seu dia de sorte, foi levado do matadouro onde fatalmente iria morrer (como aconteceu aos seus pais e irmãos). O porquinho acaba nas mãos do dono de uma quinta de ovelhas que pensava em engordá-lo com intuito de o matar. Contudo, e através de uma série de engraçadas peripécias, o porquinho acaba por revelar um talento especial para ajudar a pastorear as ovelhas, o que vai colocar na berlinda a posição natural dos animais e a reputação dos cães-pastores. Através desta história, o filme aborda, com humor e com sentimento, questões sérias como, por exemplo, o sentido da vida, a morte, o lugar de cada um no mundo, a maldade, a recompensa e o castigo. Fazer este filme como uma animação, tradicional ou computorizada, teria sido fácil. Contudo, a produção fez o filme com animais verdadeiros e usou a tecnologia para aperfeiçoar o material e limar arestas. Na época, o filme recebeu algumas críticas duras por fazer insinuações fortes sobre o consumo de carne (afinal, não estamos habituados a ver o nosso almoço falar com os outros animais acerca da nobreza do fim alimentar para o qual foi criado), e a verdade é que parece que houve realmente pessoas a deixar de consumir carne por causa disto. Se os animais são os grandes protagonistas deste filme, onde é que entram os humanos? Não é o protagonismo, creio eu, que altera muito as coisas. O principal papel humano deste filme vai para James Cromwell, um actor extremamente competente e talentoso que não teve qualquer dificuldade com a sua personagem, o dono da quinta onde Babe vai viver, e que compreende o quão especial é o seu porquinho. E apesar de falar pouco, a forma como o actor comunica com o corpo e o rosto é excelente. Magda Szubanski também faz um bom trabalho, e é interessante ver a forma como envelheceram a actriz para ela conseguir interpretar a personagem, que é de uma mulher bastante mais velha do que a actriz. Tecnicamente, o filme é primoroso e atinge algumas proezas dignas de menção. Para começar, é extraordinária a quantidade de animais, treinadores e tratadores que se usaram no filme. Só o esforço de logística deve ter sido enorme, de modo a garantir não só a continuidade (não podiam ser animais todos diferentes) mas a higiene e a saúde dos bichos. O departamento de maquilhagem, com o seu trabalho, não só envelheceu Szubanski como humanizou alguns dos animais, o que não é tarefa desprezível. O filme tem excelentes cenários e adereços, recriando bem a imaginação infantil e o bucolismo idílico da vida rural, bem diferente da vida de trabalho duro no campo. Mas o que mais nos encanta e surpreende é a extraordinária cinematografia, com cores vibrantes, alto contraste e radiosa beleza. Apesar de eu não ser particularmente fã dos ratinhos, eles cumprem o seu propósito. Quanto à banda sonora, assenta solidamente em peças do repertório clássico como a valsa “O Danúbio Azul”, de Johann Strauss II, “Cantique de Jean Racine” do Requiem de Gabriel Fauré e, particularmente, a adaptação dos acordes mais famosos do último movimento da Sinfonia n.º 3 Op. 78 para Órgão de Tubos e Orquestra de Camille Saint-Saenz. É uma peça que parece escolhida ao acaso, mas que talvez se explique por o compositor ser, também, autor da famosa obra “O Carnaval dos Animais”, que bem podia estar aqui.
TMDB
Palavras-chave
farmsheeppigalarm clockcatduckheroismaffectionpigletanthropomorphism
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