Armando utiliza símbolos e metáforas de força: bandeiras e árvores são retratadas quase abstraidamente. Não é tão surpreendente, vindo de um artista que mora em Berlim desde 1979, uma cidade intimamente ligada à Segunda Guerra Mundial. Armando sempre se fascinou por esse período da história, que marcou sua juventude, e é diretamente inspirado pela história de Berlim. O filme mostra fotos documentais da guerra, enquadrando os cenários dos quadros de Armando e as ideias por trás deles. A câmera registra a construção de uma enorme bandeira, feita de argila cinza, e mostra sua função através de imagens autênticas. Armando expressa suas interpretações do passado de uma forma estética. Armando é um retrato de uma pessoa engajada, um filme como ele mesmo provavelmente teria feito: associativo, pessoal, mas também distanciado, como uma interpretação de uma época.
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