**Pontos Positivos:**
* Finalmente uma produção portuguesa que aposta no cinema de terror e nos entrega um trabalho de qualidade, quase ao mesmo nível do setor norte-americano. Encontra-se muito bom numa perspetiva técnica e o som é ótimo, quebrando o problema sonoro caraterístico de alguns filmes portugueses parecerem "filmados dentro de um aquário";
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* O terror não muito explorado em Portugal. Normalmente, as obras que apostam nesse género são excessivamente lentas ou absolutamente amadoras. Neste caso, esta obra transcende esse problema, pois nunca é lento e tem qualidade acima da média;
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* Gabriel Abrantes tem uma excelente visão como cineasta, entregando-nos uma série de elementos mórbidos que funcionam muito bem a nível visual e na narrativa. Ele sabe criar tensão e impacto. Espero que explore esse seu lado no género de terror, pois senti que podemos estar perante o "nosso James Wan português";
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* O argumento é muito bom, tal como a edição. Contemplam-nos com uma trama repleta de mistério, cuja revelação acaba por ser entregue com o desenvolvimento da ação, e mais tarde, surpreende com um terceiro ato impactante digno de levar a nossa ansiedade ao limite;
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* Apreciei a fotografia das cenas noturnas. A luz transporta-nos para o ambiente de medo enquanto o plano câmara nos empurra totalmente para o meio do terror. Além disso, existem alguns planos sobre determinadas personagens que vão assombrar a minha memória durante imenso tempo.
**Pontos Negativos:**
* Reconheço que a língua inglesa e a nacionalidade dos protagonistas faça sentido no argumento e ajude esta longa metragem a quebrar barreiras comerciais, contudo senti que perdeu um pouco da essência portuguesa ao ser maioritariamente falada em inglês;
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* Senti dificuldade em inserir-me dentro da atmosfera de suspense e mistério durante o final do primeiro ato e o início do segundo. É como se nesses momentos, a obra se esquecesse do terror e tentasse abraçar outras abordagens.